Já vimos em artigos anteriores, que a precipitação do processo, é um erro comum, por não nos dar o tempo necessário para lamentar nossa perda.
Mas existe ainda um outro erro, que é não nos permitirmos sentir todas as nossas emoções.
Existem quatro emoções, socialmente classificadas como emoções negativas, que precisamos experimentar para romper definitivamente os elos: raiva, tristeza, medo e pesar.
Essas quatro emoções curativas, individualmente, têm importância vital no processo de desligamento que nos permitirá prosseguir rumo ao novo.
Explorando e sentindo essas quatro emoções curativas, nos libertamos para adaptar nossos desejos, expectativas, necessidades e esperanças.
Mas qual o significado de cada uma delas?
RAIVA: É o reconhecimento emocional de que não estamos conseguindo o que queremos, além de nos permitir explorar emocionalmente os fatos consumados, que não queríamos que tivessem ocorrido. Também funciona como um sinal de alerta que nos faz parar para podermos adaptar-nos ao que aconteceu.
Sentir e liberar a raiva, é fundamental no processo de cura, porque é o que nos liga novamente à nossa paixão pelo amor e pela vida, pois a sensação de raiva resulta no abandono de nossos vínculos nas carências do passado, e ao retorno do sentimento de novas carências e desejos, sem vínculos. E o desejo desvinculado, é o indicador de que estamos abertos para todas as possibilidades.Trocamos o “preciso ser amado(a) por fulana(o)” , por “preciso ser amado(a)".

TRISTEZA: É o reconhecimento emocional do que queríamos que tivesse acontecido e não aconteceu, e nos permite explorar essas emoções. Se não nos permitirmos sentir tristeza depois de uma perda, não seremos capazes de adaptar nossas expectativas àquilo que é possível no momento. É através da liberação da tristeza que nos reabilitamos para amar, valorizar e aproveitar aquilo que temos. Sentir e liberar a tristeza, reabre nossos corações para a doçura do amor outra vez.
A base da adaptação das nossas expectativas reside em parar de resistir, e voltar a sentir as várias nuances do que queríamos que tivesse acontecido. Tal processo é fundamental para possibilitar a correção das distorções de nossas expectativas, para substituirmos “preciso do amor e do apoio de fulano(a)” por “preciso ser amado(a) e receber apoio”.
Nessa necessidade sem vínculos, vai como bônus o poder e a determinação de encontrar o amor outra vez.

MEDO: É o reconhecimento emocional do que não queremos que aconteça, e não uma previsão de desastres como costuma ser interpretado. Precisamos do sentimento do medo e da resistência para resgatarmos nossa vulnerabilidade, a qual, proporciona a capacidade de discernir aquilo de que precisamos, e com o que podemos efetivamente contar nesse momento, além de nos proporcionar a abertura necessária para aceitar e receber todo apoio que nos seja oferecido, nos levando a adaptar nossas necessidades ao que está disponível no momento, abandonando a necessidade daquilo que já não nos é mais disponível.
PESAR: É o reconhecimento emocional de que aquilo que queremos que aconteça não pode acontecer, de nossa impotência para desfazer o que aconteceu; e é fundamental no processo de ruptura de vínculos. É a resignação do pesar que nos dá paz e restitui nossa capacidade de discernir o que é possível, que por sua vez nos permite descobrir novas esperanças, por nos libertar das antigas, vez que a motivação e a intenção que necessitamos para recomeçar, estão presentes numa esperança sem vínculos, pois, se esses últimos existirem, não vai haver espaço para o que é novo se apresentar.
Em suma, é sentindo e liberando o pesar que reabriremos nossos corações para a doçura do amor.
Well dear, embora possa pare
At last, but not least, é importante lembrar que, embora lamentar a perda faça parte do processo de desligamento, o sofrimento emocional não deve nem pode ser ignorado, pois ele é o indicador de que ainda estamos nos agarrando ao que não nos está mais disponível. Por isso é muito importante vivenciar cada uma das quatro emoções curativas, pois se alguma delas ficar bloqueada, o processo de cura não se completa, e ficamos presos, atolados mesmo, num sentimento específico, e por isso mesmo incapazes de seguir em frente e amar novamente.
People, mais uma vez me estendi demais (foi para compensar minhas férias prolongadas, rsrsrs) e não quero em absoluto cansar vocês; por essa razão vamos fazer um break aqui, e em uma outra oportunidade voltamos ao assunto, pois ainda há muuuiiiiitoooo o que ser visto.
Ah, vocês podem continuar enviando seus comentários e perguntas, que mediante solicitação serão ou não publicados.
Superhipermega abreijões da
Kika Krepski ®.

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