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terça-feira, 13 de outubro de 2009

A LAMENTAÇÃO NO PROCESSO DE CURA DAS EMOÇÕES

Mas o que é na verdade, lamentar a perda de um amor? É ficar chorando no ombro de todos que se aproximam até que eles se cansem de servir de muro das lamentações e desapareçam? Não, não... É um processo que vai muito além disso!

Lamentar a perda do amor é um processo automático, através do qual sentimos por completo, e então liberamos todas as emoções dolorosas que afloram quando refletimos sobre tal perda. Muito embora seja um processo automático, podemos sem sequer perceber, interferir nele, de variadas formas.

Já vimos em artigos anteriores, que a precipitação do processo, é um erro comum, por não nos dar o tempo necessário para lamentar nossa perda.

Mas existe ainda um outro erro, que é não nos permitirmos sentir todas as nossas emoções.


Quando nosso coração está ferido pelo fim de um relacionamento, esperamos sentir ondas de tristeza e frustração, sem dar vazão a outros sentimentos que precisam ser experimentados e liberados, para sermos capazes de nos libertar da ligação, do vínculo, com uma pessoa e/ou um relacionamento.

Existem quatro emoções, socialmente classificadas como emoções negativas, que precisamos experimentar para romper definitivamente os elos: raiva, tristeza, medo e pesar.



Quando após o rompimento, perpetuamos o sentimento de raiva ou tristeza, significa que de alguma forma ainda estamos ligados, os elos ainda não foram rompidos; e continuar a sentir medo e/ou pesar, demonstra que ainda estamos fechados para as novas possibilidades que existem para nós.

Essas quatro emoções curativas, individualmente, têm importância vital no processo de desligamento que nos permitirá prosseguir rumo ao novo.
Explorando e sentindo essas quatro emoções curativas, nos libertamos para adaptar nossos desejos, expectativas, necessidades e esperanças.
Mas qual o significado de cada uma delas?



RAIVA: É o reconhecimento emocional de que não estamos conseguindo o que queremos, além de nos permitir explorar emocionalmente os fatos consumados, que não queríamos que tivessem ocorrido. Também funciona como um sinal de alerta que nos faz parar para podermos adaptar-nos ao que aconteceu.

Sentir e liberar a raiva, é fundamental no processo de cura, porque é o que nos liga novamente à nossa paixão pelo amor e pela vida, pois a sensação de raiva resulta no abandono de nossos vínculos nas carências do passado, e ao retorno do sentimento de novas carências e
desejos, sem vínculos. E o desejo desvinculado, é o indicador de que estamos abertos para todas as possibilidades.
Trocamos o “preciso ser amado(a) por fulana(o)” , por “preciso ser amado(a)".






TRISTEZA: É o reconhecimento emocional do que queríamos que tivesse acontecido e não aconteceu, e nos permite explorar essas emoções. Se não nos permitirmos sentir tristeza depois de uma perda, não seremos capazes de adaptar nossas expectativas àquilo que é possível no momento. É através da liberação da tristeza que nos reabilitamos para amar, valorizar e aproveitar aquilo que temos. Sentir e liberar a tristeza, reabre nossos corações para a doçura do amor outra vez.

A base da adaptação das nossas expectativas reside em parar de resistir, e voltar a sentir as várias nuances do que queríamos que tivesse acontecido. Tal processo é fundamental para possibilitar a correção das distorções de nossas expectativas, para substituirmos “preciso do amor e do apoio de fulano(a)” por “preciso ser amado(a) e receber apoio”.

Nessa necessidade sem vínculos, vai como bônus o poder e a determinação de encontrar o amor outra vez.




MEDO: É o reconhecimento emocional do que não queremos que aconteça, e não uma previsão de desastres como costuma ser interpretado. Precisamos do sentimento do medo e da resistência para resgatarmos nossa vulnerabilidade, a qual, proporciona a capacidade de discernir aquilo de que precisamos, e com o que podemos efetivamente contar nesse momento, além de nos proporcionar a abertura necessária para aceitar e receber todo apoio que nos seja oferecido, nos levando a adaptar nossas necessidades ao que está disponível no momento, abandonando a necessidade daquilo que já não nos é mais disponível.



PESAR: É o reconhecimento emocional de que aquilo que queremos que aconteça não pode acontecer, de nossa impotência para desfazer o que aconteceu; e é fundamental no processo de ruptura de vínculos. É a resignação do pesar que nos dá paz e restitui nossa capacidade de discernir o que é possível, que por sua vez nos permite descobrir novas esperanças, por nos libertar das antigas, vez que a motivação e a intenção que necessitamos para recomeçar, estão presentes numa esperança sem vínculos, pois, se esses últimos existirem, não vai haver espaço para o que é novo se apresentar.
Em suma, é sentindo e liberando o pesar que reabriremos nossos corações para a doçura do amor.




Well dear, embora possa pare
cer um contra senso, a verdade é que, essas emoções, que são usualmente classificadas como negativas, e que costumam nos ensinar a reprimir, são exatamente as que nos permitem conseguir mudar nosso foco, ou seja, que levam nossas mentes a identificar e reconhecer a necessidade de efetuar tal mudança. Todavia, o trabalho de virar os holofotes é encargo do coração, e, para sermos capazes de mudar o foco e amar outra vez, é preciso nos desligarmos total e verdadeiramente do passado, deixando de nos apegar a ele e liberando nossos corações. Velhos vínculos têm que ser diluídos.



At last, but not least, é importante lembrar que, embora lamentar a perda faça parte do processo de desligamento, o sofrimento emocional não deve nem pode ser ignorado, pois ele é o indicador de que ainda estamos nos agarrando ao que não nos está mais disponível. Por isso é muito importante vivenciar cada uma das quatro emoções curativas, pois se alguma delas ficar bloqueada, o processo de cura não se completa, e ficamos presos, atolados mesmo, num sentimento específico, e por isso mesmo incapazes de seguir em frente e amar novamente.

People, mais uma vez me estendi demais (foi para compensar minhas férias prolongadas, rsrsrs) e não quero em absoluto cansar vocês; por essa razão vamos fazer um break aqui, e em uma outra oportunidade voltamos ao assunto, pois ainda há muuuiiiiitoooo o que ser visto.

Ah, vocês podem continuar enviando seus comentários e perguntas, que mediante solicitação serão ou não publicados.

Superhipermega abreijões da


Kika Krepski ®.

sábado, 18 de julho de 2009

INTERVALO EMOCIONAL: DANDO UMA PAUSA PARA O CORAÇÃO


Podemos observar e medir de forma objetiva e concreta, no mundo físico, a diferença entre as velocidades da luz e do som, e por isso não a questionamos. Porém, no âmbito dos sentimentos, não podemos fazer o mesmo com a velocidade de recuperação da mente e do coração, que não vemos nem medimos.

People, acho que todos já perceberam, e até vivenciaram a experiência que demonstra, que a mente e o coração têm ritmos diferentes no processo de rompimento de vínculos. A mente quer seguir adiante muito antes do coração estar preparado. É importante reconhecer essa diferença entre ambos, se existe o real desejo de sucesso no processo de cura do coração partido por uma perda ou rompimento.

O coração leva muito mais tempo para se adaptar à perda de um amor do que a mente: Dentro do processo, primeiro nos vem a certeza de estarmos preparados para seguir em frente, e, na seqüência, outra onda de sentimentos dolorosos aparece.

É como a alternância das marés, em que na maré baixa, os sentimentos dolorosos são escoados para dentro do mar, para longe de nós, nos permitindo desvendar mais um grau de poder e reconhecimento em nosso interior, para encontrar o amor novamente.

Na seqüência surge a maré alta, nos inundando com os sentimentos não resolvidos da raiva, da tristeza e da frustração.

Essa alternância das marés emocionais, não apenas é um processo natural, mas também necessário, vez que o coração não se desliga de uma vez, mas faz isso aos poucos, em ondas, conforme as marés de nossos sentimentos ainda não resolvidos sobe e desce.

É justamente pela repetição desse processo de lamentação, que acabamos chegando ao desligamento.

Evitar a todo custo a dor e buscar o prazer, são os dois princípios mestres que embasam e sustentam a Lei da Sobrevivência.
Entretanto, quando o assunto é recuperar e curar um coração partido, essa lei, através da racionalização, tentando nos fazer pular etapas fundamentais da cura, pode nos levar a sentimentos insuportáveis, ou seja, pode piorar terrivelmente as coisas, nos levando a encontrar alívio na fuga das sensações de perda, e nos fazendo afastar desse sentimento prematuramente, tomando decisões e fazendo planos que proporcionam alívio a curto prazo, mas que são contraproducentes a longo prazo, pois quando opomos resistência às alternadas ondas de angústia, raiva, solidão, mágoa e vazio, de fato obtemos um alívio temporário, mas perpetuamos os elos que lhes dão origem.

Além disso, a resistência aos sentimentos dolorosos pode desencadear a depressão em vários níveis por provocar um ciclo de auto frustração que compromete nossa capacidade de percepção.

Apesar de não seguirmos o compasso acelerado da mente em nosso processo de cura, uma mente decidida é o primeiro passo, e, o segundo e muito trabalhoso, é a liberação dos sentimentos não resolvidos.
Dedicar tempo extra para examinar as próprias emoções, além de normal é saudável, e acaba por proporcionar a cura completa. A mente quando decidida, volta a acreditar que “está tudo bem, a vida é assim mesmo”, e essa crença proporciona uma sólida base para a liberação, posto que um ponto de vista objetivo e positivo ajuda o coração a se desligar dos vínculos.

Tanto os homens quanto as mulheres, têm igualmente, a tendência de apressar o processo, porém de formas diferentes:

ELAS: As mulheres costumam evitar a dor negando a necessidade de amor; resolvem não mais acreditar, confiar, nem depender do amor, para se protegerem do sofrimento. Para as mulheres, o não envolvimento, implica em evitar o temor de serem novamente magoadas e frustradas.
Entretanto, se uma mulher deseja ter seu coração curado, ela deve se conceder um tempo para se abrir para receber apoio dos outros, priorizando as próprias necessidades, não se afastando dos relacionamentos estabelecidos e permitindo que os outros venham ajudá-la.


ELES: Os homens têm maior dificuldade que as mulheres para compreender a necessidade de se conceder um tempo antes de seguir em frente. A maneira masculina de evitar ou minimizar seus sentimentos é mergulhar de cabeça em seu trabalho e/ou em outro relacionamento. É como os homens tentam acelerar o processo. Está aí a razão pela qual os homens passam tão rapidamente de um relacionamento para outro; pois se o que os faz sofrer é a perda do amor, eles solucionam o sofrimento encontrando o amor novamente (o que não significa em absoluto que eles não amavam as mulheres com quem estavam envolvidos antes, eles só estão tentando fugir da dor de sua perda). Geralmente, quanto maior a perda, mais rapidamente eles buscam se envolver em outro relacionamento, sem, contudo se comprometerem com ele.
A maioria dos homens não possui uma compreensão instintiva de que reviver seus sentimentos diversas vezes, é parte essencial do processo de cura.
Se um homem deseja recuperar seu coração partido, ele precisa ser mais racional, criterioso e sábio ao guiar seus instintos, além de ter o cuidado de não se permitir assumir um novo compromisso logo em seguida, pois após alguns meses de cura, seus sentimentos podem mudar rapidamente, além do que, o apego a uma parceira interfere no processo de desligamento do vínculo com a união anterior.


O importante é ter sempre em mente, tanto os homens quanto as mulheres, que com a abordagem adequada e o intervalo emocional necessário, será plenamente possível dissipar a escuridão da desesperança e reencontrar a luz e o calor do amor e da alegria em seus corações.

Galera, já me estendi demaaaaaaiiiiissss por hoje, mas, futuramente, talvez retomemos esse tema, que é por demais complexo.

Agradeço aos inúmeros comentários enviados e que, a pedidos, não foram publicados, e me coloco a disposição para quem mais desejar entrar em contato.

Até a próxima, e fiquem com os

Abreijões carinhosos da

Kika Krepski®.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

AMOR, DEPENDÊNCIA E VÍNCULOS: ROMPENDO COM ELES QUANDO ROMPEM CONOSCO.

O fim de uma relação afetiva, seja pelo simples rompimento ou mesmo pela morte de uma das partes, implica na necessidade de romper também com sofisticados e maquiavélicos mecanismos interiores, que fazem do ato de recomeçar, um verdadeiro desafio.

Yes dear, recomeçar depois de uma separação traumática ou morte da pessoa amada, pode ser a experiência mais difícil de toda uma vida, só perdendo para a dor da perda de um filho.

O imensurável sofrimento inicial advém de nosso sentimento de impotência diante dos fatos, de nossa incapacidade de modificar o que aconteceu.
Perturbamo-nos e desesperamo-nos por conta da desesperança. O sentimento é de estarmos perdidos e abandonados na escuridão. O tempo não passa, parece se arrastar. Ficamos devastados por um verdadeiro Tsunâmi emocional.

Nosso coração se fecha, não pela perda do amor, mas porque temporariamente, nós paramos de amar, pois achamos que só podemos e só somos capazes de amar "aquela pessoa”... E é impossível o coração se abrir para outro quando está completamente fechado para alguém do passado.

Precisamos curar nosso coração, e é interessante observar que enquanto esse processo de cura não se completa, homens e mulheres feridos, têm reações e comportamentos bastante diferentes:

ELES tendem a deixar de querer bem, conseguem se envolver novamente de imediato, mas rejeitam totalmente a idéia e principalmente o fato de se comprometerem.

ELAS enfrentam sérios problemas no que concerne a confiança, e por isso não se envolvem, pois temem ser magoadas novamente.

Os relacionamentos afetivos se engrenam num ciclo de AMOR, DEPENDÊNCIA e VÍNCULOS.

Quando vivemos um amor, ficamos felizes por ter alguém que se importe conosco, alguém que espere por nós, que queira partilhar suas experiências conosco, e que queira saber de a respeito de nossas vidas e sentimentos. Alguém que compartilhe nossas dores e celebre nossas alegrias e vitórias.

E essa felicidade que sentimos, é como um opiato que nos torna cada vez mais dependentes da felicidade, mas não da felicidade em termos genéricos, e sim da felicidade que nosso(a) parceiro(a) nos proporciona. Outra, advinda de outra fonte, não serve.

Mesmo nas relações mais insatisfatórias, nas quais não recebemos aquilo que desejamos e precisamos, esse vínculo de dependência cresce, na medida em que alimentamos a expectativa e a esperança de conseguir fazê-las funcionar.

Por isso é tão comum conhecermos pessoas que julgamos tolas, por despenderem inutilmente tanta energia com pares obviamente inadequados.

De inúmeras maneiras, vamos nos tornando, a cada dia que passa, mais dependentes de nosso(a) parceiro(a) e de sua presença.

Essa dependência, com o passar do tempo, nos faz deixar de sentir a necessidade básica de amar e ser amado(a), substituindo-a pela necessidade específica de amar e ser amado(a) por nosso parceiro(a).

Desenvolvemos a necessidade do amor de nosso(a) parceiro(a), a carência DESSE amor. E de nenhum outro!

Assim, da dependência dos nossos parceiros para amar, criamos um vínculo com o amor, com a afetividade deles.
E acabamos por não nos dar conta do quanto contamos com o apoio e suporte desse amor, senão vejamos:

- ao sofrermos outras decepções e injustiças, basta nos lembrarmos da existência desse amor, para nos sentirmos acalentados, e nossa dor se tornar suportável;

- outras perdas, rejeições e fracassos que venham a acontecer no cotidiano, remetem automaticamente nossas mentes à lembrança de que em casa somos amados, e nos faz sentir protegidos.

Por tudo isso, de todas as perdas (excetuando-se a perda de um filho, como já mencionado), a amorosa é a que mais dói, pois nos priva de todas as nossas defesas, substituindo-as pela dor da perda, pela mágoa da privação, e pela dor da solidão. Quando perdemos algo que parece insubstituível, a experiência é devastadora.

Os vínculos ampliam nossas dores centenas de vezes.

Nossa "cura" vai depender de nossa capacidade e disposição de nos desligarmos desses vínculos, abrindo-nos para dar e receber amor de outras pessoas; pois nossa dor nos fará cativos se não assumirmos o risco de abrir nossos corações novamente. E os prisioneiros da dor de amor se tornam emocionalmente insensíveis, o que tira a alegria de viver.

Somente nos desligando dos vínculos é que nos recuperamos e recobramos nossa necessidade básica de amor, e somente sentindo o desejo genérico de amor, é que poderemos seguir adiante.

A ausência física de nosso(a) parceiro(a), nos faz achar que não podemos, não somos mais capazes de dar ou receber amor, pois durante anos fomos condicionados a depender de sua presença física, a qual nos fazia crer que ela fosse fonte e alvo concretos de apoio.

É preciso tempo para conquistar o desligamento desses vínculos, e descobrirmos que podemos amar sim, e muito, mesmo sem a presença daquela pessoa.

E COMO FAZER ESSE DESLIGAMENTO?

A única maneira eficaz que conheço, é se deixar levar pela maré, não fazendo qualquer esforço para se desligar, pois, se estou agarrada a alguma coisa e alguém tenta tirá-la de mim, meu reflexo será o de lutar para não perdê-la, me agarrando ainda mais a ela.

But watch out dear, pois sabemos que o local para onde vai nossa atenção, cresce, ou seja, se dirigirmos nosso foco em esquecer aquela pessoa, vamos pensar nela o tempo todo, fortalecendo ainda mais os vínculos existentes.

Sentir mais uma vez o desejo inato de amor, ainda que sós, é fundamental para seguirmos em frente.

Num primeiro momento, a lembrança do outro intensificará ainda mais a sensação de perda, podendo fazer aflorar sentimentos dolorosos como raiva, frustração, mágoa e tristeza.
Entretanto, essa dor é temporária, e só através da vazão desses sentimentos e emoções sofridos, é que conseguimos nos desligar dos vínculos de uma união.

Quando a cura estiver completa, a lembrança do outro não mais será dolorosa, não estaremos mais em uma luta constante com nossa incapacidade de modificar o que aconteceu, e estaremos muito mais fortes e melhores.

Não estaremos mais sentindo que precisamos ter alguém em nossas vidas para sermos felizes, e, a melhor hora para nos embrenharmos em um novo relacionamento, é aquela em que sentimos que não precisamos de um.

E people, digo isso de cátedra!

Super abreijões carinhosos da

Kika Krepski®.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

XIIIIIII... DEU TILT! FALHA DE COMUNICAÇÃO!

Em meio aos inúmeros apelos à nossa atenção, como ouvir o noticiário enquanto enviamos um email, observando que sobre a mesa existe um memorando que não nos lembramos de ter lido, e tantas outras coisas nos roubando a concentração simultaneamente, o ato de dialogar, acaba se transformando, sem que se perceba, numa mera troca de monossílabos.

É interessante observar em hipermercados e shoppings, mulheres pedindo a opinião de seus companheiros sobre alguma coisa, recebendo como resposta um simples meneio de cabeça, acompanhado por um som que mais faz lembrar um grunhido. Pronto, essa é a receita:

Está estabelecida uma comunicação truncada, cheia de falhas e aparente desinteresse. Já se troca tranquilamente um bife a milanesa por um bife ali na mesa, fazendo o complexo de rejeição daquele que havia pedido um bife a milanesa, aflorar com vigor suficiente para que se sinta não merecedor nem mesmo de ter seu bife preparado como pediu, sente que foi simplesmente ignorado.


Por outro lado, àquele a quem foi pedido um bife ali na mesa, o prepara com esmero em tempo recorde, arruma a mesa com capricho ímpar, e ali, na mesa, serve o bife. Mas para sua surpresa, aquele que lhe havia pedido para servir o bife ali na mesa, simplesmente o revira no prato, come apenas uma isca dele, e se retira sem dizer palavra.

E enquanto se retira, ele pensa: "não sou nada mesmo, ninguém me ouve... custava ter feito o bife a milanesa? Mas melhor deixar de lado e ir deitar, discutir não vai resolver nada."

Na contramão, quem carinhosamente preparou bife, tira mesa tão bem colocada, e muito decepcionada pensa: "Faço tudo o que ele me pede só para passar raiva. Não precisava ter posto a mesa para servir o bendito bife que ele só revirou no prato e largou lá... podia muito bem ter comido no balcão... Mas deixa para lá, melhor fazer de conta que não houve nada, não tenho energia para mais encrencas..."


Galera, não é absurdamente fácil a falha de comunicação alterar todo um contexto,
e acabar até mesmo afastando pessoas que se amam,
sejam elas marido e mulher, mãe filho, irmãos, ou qualquer outro tipo de vínculo afetivo.



Oh gosh, por que não exercitar mais o diálogo?


Sim, no caso do bife, tudo poderia ter sido diferente:

"_Não deu para fazer meu bife a milanesa? Estamos sem ovos em casa?"



"_Ah meu Deus... Jura que você pediu a milanesa? Entendi que você queria que eu servisse seu bife ali na mesa, que não estivesse afim de comer no balcão! Quer que eu prepare outro, é rápido."



"_(rindo) Claro que não! Deixe para a próxima vez; seu bife acebolado tmbém é muito bom!"




People, não seria mais simples e saudável?


Seria...
se não estivessem todos tão neurotizados.


O que sugiro?


Música New Age , meditação, yoga, e oração, seja lá qual for o seu credo religioso.


Mas essas são ferramentas apenas para se conseguir energia e serenidade para começar a reaprender a arte de dialogar, e treinar.


Leia um livro de auto-ajuda, telefone para seus amigos, presenteie um amigo com o livro de auto-ajuda para poderem discutí-lo depois.


Procure se conscientizar de que o fato de as pessoas discordarem de você, não significa em absolto que você seja ignorante, ou mesmo pouco interessante.


Vocês simplesmente vêem um mesmo tópico, por ângulos e perspectivas diferentes.


Ao invés de se melindrar, explique qual o embasamento daquilo que você pensa, e procure saber qual o embasamento da visão que seu interlocutor tem do assunto.



Provavelmente ambos terão razões plausíveis que deverão ser respeitadas. Se for caso de achar que o outro tem razão, admita isso primeiro para você, e em seguida para seu amigo. Você o estará encorajando a fazer o mesmo quando achar que o seu ponto de vista é o mais correto. Estará combatendo a inflexibilidade.


Dialogar, não é impor o que achamos, nem tentar convencer a outra pessoa de que estamos com a razão.

Dialogar é expor suas ideias e opiniões, seus sentimentos; ouvir com atenção as do seu interlocutor, e buscar crescer com essa troca de experiências e diferentes formas de ver as coisas.

O verdadeiro diálogo é muito enriquecedor, CULTIVE-O!

Afinal de contas já existem muitas falhas em nossa sociedade, mas as de comunicação

nós podemos corrigir, e viver bem melhor!

Super abreijões da


Kika Krepski®.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

APROVEITANDO O GANCHO...


No artigo anterior, falamos sobre mudanças e sonhos. Para não deixar o artigo muito mais longo, guardei essa segunda parte para depois, o que não significa em absoluto ter menor importância do que a primeira parte, onde tratamos das mudanças pessoais... Mas e quando os que nos cercam mudam? Somos afetados pelas mudanças dos outros?

Somos sim, e como somos! Mais do que isso: interferimos no processo de mudança e crescimento daqueles que fazem parte de nosso mundo.

Já vimos que somos todos, uns em maior e outros em menor grau, resistentes às mudanças, por puro medo de sair de nossa zona de conforto. Não queremos deixar de trilhar aquele caminho, com o qual estamos tão familiarizados, do qual conhecemos cada curva, cada buraco e cada pedra, para seguir por um caminho que nos seja novo, abrindo mão da comodidade de já saber como ultrapassar com tranqüilidade, quaisquer obstáculos que venham a surgir ao longo da jornada.


Ok folks, se queremos nos manter dentro do conhecido, abrindo mão da novidade, é um direito nosso, e se isso é bom ou ruim, cabe a cada um julgar a si próprio e por si próprio. Entretanto, dentro desse medo de mudança, existe uma faceta que considero a mais interessante de todas: É o medo de que outras pessoas de nosso convívio mudem, e assim no tirem de nossa zona de conforto, no que diz respeito a convivência com elas.


Esse medo nos faz sabotar as tentativas de mudança de outras pessoas, e inúmeras vezes, sabotamos mudanças pelas quais nós mesmos pedimos (estamos aqui entrando no terreno da co-dependência, se houver feedback da outra pessoa para nossos mecanismos de sabotagem; falaremos sobre esse assunto em uma próxima oportunidade), e tanto brigamos depois por essas mesmas mudanças não terem ocorrido.

É fácil compreender o porquê desse círculo vicioso: Na verdade, tememos que com a mudança da outra pessoa, nós venhamos falhar ao efetuar nossa própria mudança, necessária para nos adaptarmos ao novo comportamento da mesma, posto que, a mudança de alguém ligado a nós por qualquer tipo de vínculo, vai exigir mudança em nós também, para que a convivência seja possível. São as mencionadas adaptações.

Assim, se alguém próximo a você, não efetuou alguma mudança que havia lhe prometido, ou que você tenha lhe pedido, antes de se irritar, brigar e/ou cobrar do outro, releia os fatos, e veja se não foi você mesmo quem "deu uma mãozinha" para deter a engrenagem.

Esse medo é real, pois lá no fundo, todos nós sabemos que não há como tirar um fruto do pé, sem balançar todo o galho do qual ele pende.

Mas, se por acaso, você descobrir alguma falcatrua que tenha feito para impedir alguma mudança em outra pessoa, não se culpe nem se maltrate por isso. Lembre-se de que, quando você o fez, o fez de forma instintiva e inconsciente, e, você só passa a ser responsável por seus atos, quando se torna consciente dos mesmos.

É assim com tudo. Por que vocês acham que a lei não prevê punição para os silvícolas e incapazes? Por que se dia, em contrapartida, que ninguém em condições normais pode alegar ignorância da lei?

É que na verdade, embora possa parecer que estejamos sempre tocando a mesma melodia, mais uma vez vamos precisar apelar para o bom senso e para o equilíbrio para traçar nossas metas, inclusive planejar nossas mudanças, tanto as necessárias, quanto as desejadas.

Mesmo com o medo a lhe intimidar, ouse e mude! Experimente o novo!
Não fique estagnado no seu trajeto evolutivo e, não se esqueça que sua primeira grande mudança consciente, pode ser permitir que alguém muito próximo a você, mude, sem críticas ou cobranças, e que, sair de sua zona de conforto para se adaptar à convivência com alguém que tenha mudado, é um grande sinal de amadurecimento e evolução!

Bem, antes de encerrar, quero lhes deixar um parágrafo escrito pelo grande Fernando Pessoa, o qual considero bastante pertinente para a ocasião e uma reflexão.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que têm a forma do corpo, e esquecer os velhos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa.


Um superhipermega abreijão da

Kika Krepski®.

sábado, 10 de janeiro de 2009

PORQUE MUDAR É PRECISO... E SONHAR MAIS AINDA!

Mudar de casa, de trabalho, ter um filho, se casar, se divorciar, emagrecer, parar de fumar, ser mais tolerante e paciente, ser menos imediatista, etc, etc, etc...
Essas afirmações podem até parecer sonhos, ou parte de uma lista de resoluções de ano
novo, e, pensando bem, até poderiam ser mesmo...


By the way dear, quantas e quais foram as vezes que você conseguiu "levar a cabo", e efetuar de fato as mudanças a que se propôs na passagem de ano?

Ok, ok, sem constrangimentos se a resposta verdadeira for "uma", ou "nenhuma", afinal, o renomado Hopkins Institute, nos EUA, mostrou através de um estudo realizado, que somente 10% das pessoas, consegue alterar seus estilos de vida. Sim, é isso mesmo: 10% (DEZ POR CENTO), e esse total ainda inclui pessoas que não tiveram outra escolha senão a mudança, em função de doenças causadas ou muito seriamente agravadas por maus hábitos como cigarro, bebidas alcoólicas, comidas cm alto teor de colesterol, excesso de estresse, dentre outras.

Não é portanto de surpreender que, em algum nível, nós já tenhamos constatado que mudar não é nada fácil; seja mudar um velho hábito, ou mesmo uma situação de vida.

Isso acontece, porque, mudar um velho padrão, sempre demanda uma certa dose de resistência. medo, e, consequentemente, sofrimento.
É o medo de que algo bom seja perdido.

Entretanto, se quisermos ter uma vida mental e emocionalmente saudável, é fundamental termos sempre novas perspectivas.

E é exatamente essa consciência, que faz com que eu me sinta terrivelmente frustrada e decepcionada, sempre que ouço alguém dizer, sem ironia na voz, algum dos prosaicos bordões:

-"E dá para quere mais do que isso?" ;

-"Eu era feliz e não sabia";

-"A essa altura, esperar mais o que da vida?"

Believe it or not, essas são algumas das maiores e mais perigosas armadilhas pelas quais podemos ser aprisionados e tornados passivos e inertes.

São essas armadilhas que aprisionam nossos sonhos e esperanças.

E é justamente a falta de perspectivas que arma esses ardis, deflagrada por sofisticados mecanismos de autossabotagem (horrível a nova ortografia).

Um dos maiores perigos da vida, é acreditarmos que aquilo que somos, as coisas que possuímos e o lugar em que estamos, é tudo o que a vida tem a nos oferece, o máximo a que podemos chegar.

Esse pensamento e esse sentimento tacanhos, nos conduzem ao comodismo, ao conformismo, à mediocridade, e, consequentemente, a uma terrível sensação de incapacidade e insatisfação.


Por outro lado, temos um sentimento de conforto, que muitas vezes supera o de tédio (mas nunca o de insatisfação), relacionado às coisas com as quais já estamos familiarizados, e, por essa razão, surgiu um termo, muito usado em gestão empresarial, que é "Zona de Conforto".

Qualquer tipo de mudança que seja introduzida em nossas vidas, implica em nos tirar dessa zona de conforto, em nos fazer soltar aquilo que já conhecemos para tentar abraçar o novo, e, tudo o que é novo, acarreta insegurança e medo.

Imersos nessa nebulosa de medo, deixamos de avaliar que possibilidades incríveis e maravilhosas povoam o mundo ao nosso redor, e o passaporte para tais possibilidades, chega a ser lúdico: são os sonhos!

Os sonhos alimentam a esperança, e a esperança é uma das forças vitais do ser humano.
Além disso, sonhar é gratuito, fácil, gostoso e ilimitado.
Mas conforme vamos nos tornando adultos, vamos entrando num torvelinho de preocupações, dores, decepções, críticas e frustrações, que vai nos distanciando de nossa capacidade de sonhar, incutindo em nós, o falso conceito de que os sonhos fazem parte do cotidiano das crianças, dos tolos, dos levianos e alienados, bem como dos irresponsáveis.

Passamos então a nos censurar severamente quando nos flagramos devaneando, sonhando acordados,e na mesma medida em que reprimimos nossa capacidade de sonhar, nos acomodamos em uma zona de conforto que não passa de mera ilusão, uma vez que a permanência na mesma, implica em abrirmos mão de nossos reais desejos e expectativas, ou seja, de nossos sonhos (que na verdade existem para promover crescimento e felicidade).

Afinal, vamos refletir: O que você faria se quisesse fazer alguma coisa e soubesse que não iria fracassar?
Pois é, então deixe de ter medo de sonhar, de mudar as coisas em sua vida, pois, se o seu grande medo for o de fracassar, saiba que não é vergonha nenhuma tentar coisas grandes e não ser bem sucedido... Vergonha é sim, deixar de tentar, e não lutar para ser feliz!
Vamos lá, defina seus sonhos com precisão e você vai se conhecer muito melhor, pois nossos sonhos revelam quem realmente somos, e não o que as expectativas alheias, os tabus e preconceitos sociais moldaram.

E caso você não goste de que descobrir sobre você, é só mudar a cena, pois ela é criação sua.
Recrie seus sonhos e você poderá se tornar uma nova criação!

Lembre-se do que escreveu Michelangelo:

"O maior perigo que a maior parte de nós tem diante de si, não é deixar de atingir seu objetivo por estar alto demais, e sim não atingi-lo por ele estar baixo demais".

E mais ainda, lembre-se do que lhes escreve Kika Krepski®:

"O realista não consegue mudar a realidade, mas o sonhador, cedo outarde transforma seus sonhos em fatos."




Mega abreijões da



Kika Krepski®.

domingo, 19 de outubro de 2008

O CHORO POR UMA CHACINA


A frase de chamada em meu perfil no Orkut, de autoria de Oliver W. Holmes, foi colocada por mim em função de reflexões acerca da chacina ocorrida em Santo André, SP, "em nome do amor".

CHACINA sim, porque ali morreram três famílias inteiras, considerando-se que assim como existem várias formas de matar, também existem várias formas de morrer.

Existe a morte pela destruição de nossos sonhos, a morte trazida pelos traumas, a morte pela perda da fé, a morte pelo domínio da alma pela revolta, a morte pela incompreensão, a morte pela falta de discernimento para poder compreender, a morte pela ignorância, pela incapacidade de amar, pelo desejo de vingança, e por aí afora.
Assim sendo, é certo que no mínimo três famílias inteiras foram mortas na semana que passou, inclusive a do sequestrador, que, em minha singela opinião, foi a primeira vítima, por ocasião, e, em consequência, do assassinato de sua sanidade...

Isso minimiza ou justifica seus atos?

Claro que não!

Mas, talvez explique parcialmente...

É claro que ele não fez aquilo tudo por amor, nem por ódio, mas creio que movido por um desespero que culminou em loucura.

Por causa ou culpa da jovem Eloá?

Claro que não outra vez!

Será que é tão difícil perceber que as pressões sociais externas, estão gerando pressões internas que estão conduzindo as pessoas à loucura? Pois, se assim não for, pode-se afirmar que quem quer que seja que tenha permitido, ou simplesmente não tenha impedido, a amiga da refém a voltar para o cativeiro, também é um assassino, ou assassina... Mas não, não o é...

É, em primeiro lugar a ausência da crença em Deus; e, quando, a crença nesse Deus de amor, nesse Pai Maior existe, fica geralmente relegada a segundo plano, quando não ao quase total esquecimento... Temor à Ele então virou piada...
Depois vem a pressão, o desespero, a vida em uma sociedade onde o "ter" sobrepuja o "ser"...

...e domínio sobre pessoas e situações também é uma forma de "ter"!

"Ora, se não posso ter o carro do ano, uma bela casa e outros bens que a mídia apregoa como símbolos de status e poder, vou "ter" a pessoa que amo!"
Mas então descobre-se que é impossível "ter" alguém, o máximo (e que já é muito) que podemos alcançar, é o respeito e o amor de uma pessoa, e, através da conquista, que exige paciência, tolerância, flexibilidade e disciplina... que mesmo assim não oferecem garantias...


"Já que os órgãos públicos não me dão atenção, mas me fazem pagar impostos cujos destinos são tão misteriosos quanto quanto os contos de Edgar Alan Poe, vou fazê-los "pagar pau" para mim, e ficar a minha disposição: polícia e ambulâncias, ou seja, segurança pública e saúde..."

Várias,

24 horas por dia...


Só que, na terra, nada é eterno, tudo tem que ter um termo, mesmo que seja por exaustão!


E quando a sanidade não está mais entre os protagonistas, a história só termina com a morte de alguém ou de diversas pessoas... ...e essas mortes trazem muitos outros tipos de morte, os que citei no princípio.

Mas me parece que a morte de Eloá vai trazer vida à oito pessoas que ela nem conhecia, pois ouvi a notícia de que sua família teria autorizado a doação de seus órgãos. Vai ser uma forma de mante-la viva também!

E foi assim, dentro dessa minha louca elucubração, que me questionei, se, aceitando o sistema tal qual ele é, inclusive sem colaborar com o esclarecimento de que psiquiatra não é médico de louco, que psicanálise é saudável, e ainda sem exigir dos órgãos públicos que propicie à saúde pública, condições de oferecer esse tipo de atendimento, mas PRONTO atendimento, e não uma consulta para daqui um ano;
se, exercitando poder sobre os mais fracos, sendo exibicionistas, e também sem falar em Deus ou ter um tempo dedicado para ouvir as pessoas,
ou seja,
essa omissão, esse egoísmo, que existe dentro do ser humano,
não colaboramos todos nós para a chacina dessas três famílias,
e se não estamos fomentando ainda outras que estão por vir.
Gostaria muito que nossos mandarários também pensassem nisso...

Foi então que me lembrei dessa citação de Oliver W. Holmes:

"O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparados com o que existe dentro de nós"


Abreijões da


Kika Krepski®.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

POR DENTRO DAS EMBALAGENS...

...com muito bom humor!

Não é um comentário recente ou da moda, mas sim um clássico de nossa língua, e que, muitas vezes tem um grande fundo de verdade. Qual é o comentário? É o famoso:
“Mulher não pode ver vidrinhos”

Claro que existem variações com “caixinhas”, “potinhos”, e já ouvi até “pacotinhos”!
Eu mesma sou uma daquelas que se deixa atrair por frascos e embalagens exóticos e de bom gosto, e, na condição de aficcionada, colecionadora,
estudiosa e crítica de perfumes,
tenho paixão pelas histórias que permeiam seus frascos e envolvem suas essências. Mesmo com toda minha paixão, já conheci e conheço fragrâncias que nada têm a ver com suas embalagens; é como se fossem mulheres obesas com saias curtas e blusas sem mangas: IMPERDOÁVEL!



Mas não posso ficar falando em perfumes, porque acabo falando somente neles, e falar em embalagens é por demais abrangente.
Aliás, resolvi escrever esse artigo, em decorrência de uma conversa que tive com uma amiga, no dia em que ela estava organizando suas maquiagens, pois ela, assim como eu, tem “quilos” de coisas desse gênero.
Quem vê nossa “make up stuff”, pensa que nos maquiamos, e bastante, todos os dias.
Lip service!
Gostamos mesmo é do bom e velho batom, do indispensável delineador e da salvadora máscara para cílios! Pois bem, discutimos que temos aqueles produtos que “amamos de paixão”, e que nem sempre advêm de maisons famosas, e então compramos o famoso e bem embalado, que seja análogo àquele que adoramos, só para tê-lo na bolsa para ser sacado diante de outras mulheres na hora de um retoque básico, durante algum evento social.



Mas existe outro bom motivo: algumas de nós gostam de causar impacto quando saem com um homem.
Pois é, mas, será que esse tipo de impacto é positivo com homens? Essa tática vai produzir o mesmo efeito com qualquer um deles? Será que os homens prestam atenção nesses detalhes? Alguns prestam sim, e muita! E o resultado do “impacto” depende de inúmeras variáveis.
Por exemplo, se você estiver saindo com um autêntico “homofóbico”, é quase certo que ele não preste atenção em detalhes da embalagem de sua make up. Ele vai sim, muito provavelmente, olhar para ela e não vê-la, terá uma crise de ausência...



Em se tratando de um relacionamento ocasional, ou um início de namoro, ele vai é prestaratenção em você, em quê aquele produto faz diferença em você, para então tecer comentários elogiosos, e algumas vezes até mesmo bregas, do tipo “Como sua beleza valoriza esse produto!”...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Mas atenção, porque se for um relacionamento que esteja caminhando para um compromisso mais sério, formal, e devidamente rotulado, o homofóbico vai procurar observar o que é exatamente, e qual a marca do que você está usando, para então checar se é um produto financeiramente viável ou absurdo, afinal, os homofóbicos costumam ser “machos provedores” (alguns são também castradores)... Esses, possivelmente criticarão e reprovarão o fato de você usar um batonzinho básico de R$. 300,00!
Na sociedade de hoje, os homofóbicos podem pertencer a qualquer faixa etária, mas a sua grande maioria se concentra entre entre os 45 e 65 anos.
Porém redobre o cuidado para não magoa-los , pois muitos homens que entram nessa faixa de idade se tornam excessivamente babões ou blasé e podem exagerar nos elogios, quando você começar a manusear suas “coisinhas.

Um outro tipo de reação é o que você vai encontrar, se estiver saindo com alguém que não esteja interessado exatamente em você, mas sim em sua conta bancária.
Astuto, esse é o tipo mais encantador de todos, e muito provavelmente você vai estar caidinha por ele, e usando todo tipo de munição de que dispuser. Esse homem vai observar muito bem tudo (mas tudo mesmo) que você usar como maquiagem, perfumes and so on, para poder fazer um balanço e uma estimativa de qual é o custo mensal de sua “manutenção”, para poder estimar sua renda mensal mínima. Assustador não? Esse tipo de homem vai parecer estar observando você, quando na realidade, vai estar literalmente arquivando fotos na mente, de coisas que você usa, cujos valores ele desconhece.
Uma vez mentalmente catalogados esses artigos, eles serão pesquisados na internet para uma avaliação. O interesseiro interessado, geralmente faz comentários que estimulem você ao consumismo e massageiem seu ego, tipo “você é realmente uma mulher de muito bom gosto!”. Esse tipo desprezível tem espécimes distribuídos por todas as faixas etárias encontradas no mercado. Watch out, dear!


Um cuidado a mais a ser tomado, é o de não confundir o interesseiro interessado com o metrossexual, que gosta de coisas de qualidade, de marca e boa apresentação. O maior perigo em exibir seus produtos de grife em embalagens maravilhosas para esse tipo de homem, é o de ele se interessar mais pelos seus produtos do que por você. São encontrados mais frequentemente entre os 30 e 40 anos. Eles são a versão vaidosa dos antigos e cobiçados “yuppies”. Mas, você poderá encontrar alguns bem mais velhos entre eles, os quais na verdade, só estão exercitando uma tentativa de resgatar algo que ficou para trás, e que nem eles mesmos sabem definir exatamente o que seja. Agora, se você gosta do tipo garotão que está abaixo dos 30 anos, entre os 19 e 25 anos mais ou menos, não se ofenda, se na hora em que você sacar seu lindo gloss Dior de sua bolsinha Prada, ele disser algo como “Minha mãe tem um desses!”, pois quem procura acha. Nessa faixa de idade, a grande preocupação dos homens é ser bom quantitativamente no que diz respeito a sexo, e, as únicas embalagens que eles conhecem até mesmo no escuro, e não vivem sem elas, são as de preservativo. Mas tenho que admitir que existam algumas boas vantagens em sair com eles, rsrsrs... Calma, pois existem muitas variantes dentre essas espécies, pois não podemos nos esquecer de mencionar o novo rico, que também se encontra distribuído por todas as faixas etárias. Esse tipo é o que mais presta atenção aos detalhes, pois para ele, tudo é marketing pessoal, inclusive você! E com toda certeza um brilhinho labial Chanel vai ser bastante eficiente para aguçar os sentidos dele, e, se ele for do tipo que gosta de aproveitar a vida, vai amar seu bom gosto em todos os pequenos detalhes.

Entretanto cuidado com o novo rico que já cansou de ler, recomendar, e até já lhe deu um exemplar de presente, do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. Esse é tipo é avarento, não gosta de abrir a mão nem mesmo para acenar e, assustado com seu gosto pelas coisas sofisticadas e caras, poderá, num primeiro momento, tentar doutrina-la com o blá-blá-blá da necessidade de combater o consumismo, de valorizar o produto nacional e blá-blá-blá. Ufa!
Enfadonho e...pobre demais!
Num segundo momento, pós- vã tentativa de doutrinação socialista, ele poderá desaparecer num passe de mágica, lhe deixando apenas e tão somente, no verso de uma folha já utilizada anteriormente um bilhete se desculpando pela partida súbita, mas que ele não poderia perder a oportunidade única de fazer seu MBA em Gestão Empresarial, em Cuba.
PT (não o de Lula) Saudações! Por fim, eu e minha amiga chegamos a conclusão de que o melhor mesmo, é utilizar essa artimanha somente entre outras peruas como nós. É no mínimo mais seguro, pois, como escreveu o romancista português Gil Vicente, em A Farsa de Inês Pereira, “mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”!

Abreijões® da

Kika Krepski®

SÍNDROME DE ADAMS (a que não consta dos compêndios médicos)


Se algum leitor ou leitora procurar por essa síndrome em algum compêndio médico, muito provavelmente não encontrará nenhum tratado sobre ela; acerca dessa, sobre a qual vamos conversar hoje. Encontrarão outras que nada têm a ver com nosso assunto. É que eu mesma classifiquei um comportamento repetitivo e tipicamente feminino (pretensiosa eu, não? rsrsrs), como sendo a “Síndrome de Adams”.
Bem todos os créditos devem ser dados ao bom e velho chiclete de caixinha...
O bom e velho chiclete Adams...




Muitas mulheres sofrem dessa e com essa síndrome.
Aliás, acho que sofrem muito mais com ela do que dela!



A Síndrome de Adams acomete de forma mais grave e intensa, as mulheres com idade superior a 35 anos, e geralmente se manifesta quando a mulher já madura, e até então sozinha, (separada, solteira, tanto faz) inicia um relacionamento afetivo com um homem, e esse relacionamento começa a se tornar mais sério, dando a entender que está caminhando rumo a um tipo de relação formal.
Nessa fase, as mulheres que até então estavam sozinhas, (mas não podemos generalizar, pois por se tratar de uma síndrome, não são todas as mulheres que são vítimas da mesma, existem sim, pasmem, algumas que escapam) em geral, começam a sofrer de uma espécie de pânico de perder ESSE companheiro, o qual “quer estar com ela APESAR de sua idade”, passando quase que simultaneamente, ao acometimento por surtos de ciúme, mas um ciúme patológico mesmo:
Passam a monitorar cada passo do companheiro, aproveitam os momentos em que ele deixa seu celular ao seu alcance para fazer alguma outra coisa, para verificar as relações de chamadas feitas e recebidas, e, nessa “verificação”, números tidos como “suspeitos” são anotados para serem checados posteriormente; - ele ter Orkut? Jamais!!! Controlar os e-mails e o MSN dele já é muito trabalhoso...E todo esse quadro ainda pode ser terrivelmente agravado, se ele se tratar de um mentiroso crônico, e ela vir a descobrir essa falha de caráter dele... A mulher, tendo a Síndrome de Adams deflagrada, se transforma em quase uma sombra do homem, e, é claro que ele não aceita a situação de forma alguma, tendo então início, as desgastantes discussões e brigas que normalmente têm fim somente com o término do relacionamento.Muitas vezes, a depressão decorrente de um relacionamento rompido pela Síndrome de Adams, só é superada através de terapia ou psicanálise. De todos os casos que vi acontecer, sem exceção, as mulheres que se recuperaram da Síndrome de Adams através de ajuda profissional, terminaram o tratamento, literalmente abismadas, pela forma como confundiram o amor com o medo.
Medo sim, medo de rejeição e inadequação social, pois já eram mulheres maduras, que a sociedade fez acreditar que já estavam “velhas”, “com o prazo de validade vencido”, e se chegassem ao climatério, sozinhas em termos conjugais, seria porque se tratavam de portadoras de algum problema muito sério, exatamente como artigos que, numa linha de produção em série, são rejeitados ao passar pelo controle de qualidade. Então essas mulheres interiorizam que foram rejeitadas e por essa razão “sobraram”... 'Bull shit!'


Em pleno século XXI, com todos os avanços científicos ocorridos no estudo e análise da fisiologia da mente humana, bem como no comportamento da referida espécie, as mulheres AINDA são educadas e condicionadas para “arrumar” alguém, mesmo que esse alguém não preencha em absolutamente nada, suas expectativas, no que diz respeito a um ideal de parceiro, mas sim que lhes possibilite cumprir um protocolo social. Isso é um absurdo, pois nesses termos, não encontrando a pessoa que realmente seria seu “partner” ideal, só resta à mulher opções de insatisfação que a levam ao sofrimento por:


a) sentimento de incapacidade de “arrumar” um homem para cumprir o protocolo social de casar e ter filhos;
b) morrer por dentro por causa da “loucura” causada pela Síndrome de Adams;
c) se culpar por ter feito com que ele a deixasse por causa de sua falta de controle sobre a Síndrome de Adams;
d) se sentir inadequada, como sendo a única ímpar em um mundo que caminha aos pares;
e) desejar desesperadamente poder retroceder no tempo para deletar do roteiro de sua existência, o dia em que conheceu alguém tão inadequado e aceitou “isso” mesmo, por julgar ser tarde demais para encontrar “algo” melhor. Bem, resumindo, se a mulher não for capaz de raciocinar com clareza e se utilizar do discernimento, corre sérios riscos de se engajar em uma relação imprópria e inviável, com alguém que nada tem a ver com ela, pelo menos no que diz respeito a um par ideal, ou então, passar o resto de seus dias com uma pedra na mão, batendo-a no peito e recitando o “mea culpa”. Existem casos extremos, mas também existem pessoas criativas (ou nesse caso seriam otimistas?), além do que, nem sempre é a mulher que fica em apuros por causa da Síndrome de Adams.

Eu mesma conheço um homem, que num momento de intensa frustração causada pelo término de um relacionamento com uma mulher que ele adorava, mas que o assombrava insuportavelmente com sua Síndrome de Adams, acabou em um pretenso envolvimento com uma mulher TOTALMENTE fora dos padrões que ele buscava. Quando ele tentou romper a relação, ela causou tantos problemas que fez com que ele optasse por deixá-la acreditando que eles continuavam namorando, e se manter fora do alcance dela.
Hoje, ela está feliz da vida, acreditando ter um namorado que trabalha muito, mas muito mesmo, e por isso vive fora, em viagens de negócios, e, enquanto isso, ele vive sua vida de solteiro, uma vez que moram longe um do outro. Ele diz estar certo de que somente dessa forma ela vai perceber e aceitar naturalmente, que não existe mais nada entre eles, pois nas raríssimas ocasiões em que se vêem, e vão para algum barzinho, restaurante ou casa de parentes, (passeios a sós nem pensar), o carinho que ele dá a ela, se resume em deixar que ela pegue em sua mão, se esquivando das tentativas que ela faz de lhe arrancar outros carinhos. Eu pessoalmente acredito, e disse isso a ele, que se ele não tomar uma atitude, ela NUNCA vai perceber que não existe mais nada entre eles além da amizade, pois ELA ESTÁ ACOMETIDA PELA SÍNDROME DE ADAMS e vai precisar de ajuda profissional, para perceber a realidade, aceita-la e saber como se libertar do complexo de rejeição e inadequação.

Portanto minhas queridas e meus queridos leitores tomem muito cuidado antes de se envolverem em um relacionamento mais sério; procurem usar a razão e sufocar a emoção, para poder analisar se é esse o relacionamento que você almeja para sua vida, ou se você só está buscando preencher as expectativas de outras pessoas, e do próprio meio em que vive, correndo o risco de se frustrar posteriormente; porque a Síndrome de Adams é terrível! Quem já teve um chiclete grudado nos cabelos, ou no rosto quando fez uma bola e ela estourou, sabe bem do que estou falando. E o pior é que ainda não existe vacina para essa síndrome, portanto, muita cautela e muito critério na escolha, para poder ser realmente feliz!

Abreijões® da

Kika Krepski®