Yes dear, recomeçar depois de uma separação traumática ou morte da pessoa amada, pode ser a experiência mais difícil de toda uma vida, só perdendo para a dor da perda de um filho.
O imensurável sofrimento inicial advém de nosso sentimento de impotência diante dos fatos, de nossa incapacidade de modificar o que aconteceu.
Perturbamo-nos e desesperamo-nos por conta da desesperança. O sentimento é de estarmos perdidos e abandonados na escuridão. O tempo não passa, parece se arrastar. Ficamos devastados por um verdadeiro Tsunâmi emocional.
Nosso coração se fecha, não pela perda do amor, mas porque temporariamente, nós paramos de amar, pois achamos que só podemos e só somos capazes de amar "aquela pessoa”... E é impossível o coração se abrir para outro quando está completamente fechado para alguém do passado.
Precisamos curar nosso coração, e é interessante observar que enquanto esse processo de cura não se completa, homens e mulheres feridos, têm reações e comportamentos bastante diferentes:
ELES tendem a deixar de querer bem, conseguem se envolver novamente de imediato, mas rejeitam totalmente a idéia e principalmente o fato de se comprometerem.ELAS enfrentam sérios problemas no que concerne a confiança, e por isso não se envolvem, pois temem ser magoadas novamente.
Os relacionamentos afetivos se engrenam num ciclo de AMOR, DEPENDÊNCIA e VÍNCULOS.
Quando vivemos um amor, ficamos felizes por ter alguém que se importe conosco, alguém que espere por nós, que queira partilhar suas experiências conosco, e que queira saber de a respeito de nossas vidas e sentimentos. Alguém que compartilhe nossas dores e celebre nossas alegrias e vitórias.
E essa felicidade que sentimos, é como um opiato que nos torna cada vez mais dependentes da felicidade, mas não da felicidade em termos genéricos, e sim da felicidade que nosso(a) parceiro(a) nos proporciona. Outra, advinda de outra fonte, não serve.
Mesmo nas relações mais insatisfatórias, nas quais não recebemos aquilo que desejamos e precisamos, esse vínculo de dependência cresce, na medida em que alimentamos a expectativa e a esperança de conseguir fazê-las funcionar.
Por isso é tão comum conhecermos pessoas que julgamos tolas, por despenderem inutilmente tanta energia com pares obviamente inadequados.
De inúmeras maneiras, vamos nos tornando, a cada dia que passa, mais dependentes de nosso(a) parceiro(a) e de sua presença.
Essa dependência, com o passar do tempo, nos faz deixar de sentir a necessidade básica de amar e ser amado(a), substituindo-a pela necessidade específica de amar e ser amado(a) por nosso parceiro(a).
Desenvolvemos a necessidade do amor de nosso(a) parceiro(a), a carência DESSE amor. E de nenhum outro!
Assim, da dependência dos nossos parceiros para amar, criamos um vínculo com o amor, com a afetividade deles.

E acabamos por não nos dar conta do quanto contamos com o apoio e suporte desse amor, senão vejamos:
- ao sofrermos outras decepções e injustiças, basta nos lembrarmos da existência desse amor, para nos sentirmos acalentados, e nossa dor se tornar suportável;
- outras perdas, rejeições e fracassos que venham a acontecer no cotidiano, remetem automaticamente nossas mentes à lembrança de que em casa somos amados, e nos faz sentir protegidos.
Por tudo isso, de todas as perdas (excetuando-se a perda de um filho, como já mencionado), a amorosa é a que mais dói, pois nos priva de todas as nossas defesas, substituindo-as pela dor da perda, pela mágoa da privação, e pela dor da solidão. Quando perdemos algo que parece insubstituível, a experiência é devastadora.
Os vínculos ampliam nossas dores centenas de vezes.
Nossa "cura" vai depender de nossa capacidade e disposição de nos desligarmos desses vínculos, abrindo-nos para dar e receber amor de outras pessoas; pois nossa dor nos fará cativos se não assumirmos o risco de abrir nossos corações novamente. E os prisioneiros da dor de amor se tornam emocionalmente insensíveis, o que tira a alegria de viver.
Somente nos desligando dos vínculos é que nos recuperamos e recobramos nossa necessidade básica de amor, e somente sentindo o desejo genérico de amor, é que poderemos seguir adiante.
A ausência física de nosso(a) parceiro(a), nos faz achar que não podemos, não somos mais capazes de dar ou receber amor, pois durante anos fomos condicionados a depender de sua presença física, a qual nos fazia crer que ela fosse fonte e alvo concretos de apoio.
É preciso tempo para conquistar o desligamento desses vínculos, e descobrirmos que podemos amar sim, e muito, mesmo sem a presença daquela pessoa.
E COMO FAZER ESSE DESLIGAMENTO?
A única maneira eficaz que conheço, é se deixar levar pela maré, não fazendo qualquer esforço para se desligar, pois, se estou agarrada a alguma coisa e alguém tenta tirá-la de mim, meu reflexo será o de lutar para não perdê-la, me agarrando ainda mais a ela.
But watch out dear, pois sabemos que o local para onde vai nossa atenção, cresce, ou seja, se dirigirmos nosso foco em esquecer aquela pessoa, vamos pensar nela o tempo todo, fortalecendo ainda mais os vínculos existentes.
Sentir mais uma vez o desejo inato de amor, ainda que sós, é fundamental para seguirmos em frente.
Num primeiro momento, a lembrança do outro intensificará ainda mais a sensação de perda, podendo fazer aflorar sentimentos dolorosos como raiva, frustração, mágoa e tristeza.
Entretanto, essa dor é temporária, e só através da vazão desses sentimentos e emoções sofridos, é que conseguimos nos desligar dos vínculos de uma união.
Quando a cura estiver completa, a lembrança do outro não mais será dolorosa, não estaremos mais em uma luta constante com nossa incapacidade de modificar o que aconteceu, e estaremos muito mais fortes e melhores.
Não estaremos mais sentindo que precisamos ter alguém em nossas vidas para sermos felizes, e, a melhor hora para nos embrenharmos em um novo relacionamento, é aquela em que sentimos que não precisamos de um.
E people, digo isso de cátedra!
Super abreijões carinhosos da
Kika Krepski®.
But watch out dear, pois sabemos que o local para onde vai nossa atenção, cresce, ou seja, se dirigirmos nosso foco em esquecer aquela pessoa, vamos pensar nela o tempo todo, fortalecendo ainda mais os vínculos existentes.
Sentir mais uma vez o desejo inato de amor, ainda que sós, é fundamental para seguirmos em frente.
Num primeiro momento, a lembrança do outro intensificará ainda mais a sensação de perda, podendo fazer aflorar sentimentos dolorosos como raiva, frustração, mágoa e tristeza.
Entretanto, essa dor é temporária, e só através da vazão desses sentimentos e emoções sofridos, é que conseguimos nos desligar dos vínculos de uma união.
Quando a cura estiver completa, a lembrança do outro não mais será dolorosa, não estaremos mais em uma luta constante com nossa incapacidade de modificar o que aconteceu, e estaremos muito mais fortes e melhores.
Não estaremos mais sentindo que precisamos ter alguém em nossas vidas para sermos felizes, e, a melhor hora para nos embrenharmos em um novo relacionamento, é aquela em que sentimos que não precisamos de um.
E people, digo isso de cátedra!
Super abreijões carinhosos da
Kika Krepski®.
Um comentário:
Olá..
Adorei seu blog, estou te seguindo com muito prazer.
Tudo o que disse a respeito de um amor perdido é verdadeiro, muitos se deixam abater, mesmo os fortes se tornam fracos e impotentes diante da morte de um amor.
Afirmo por experiência própria, e assino: Deus é maior que todas as dores do mundo, Ele nos dá força diante de tal sofrimento.
Muito prazer, fique com Deus..
Beijos..
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