domingo, 29 de agosto de 2010

“ESTOY ENAMORADO Y ESE AMOR ME HACE GRANDE”





Ah, como é bom estarmos apaixonados... uh lah lah...
Mas não estou falando de paixão por alguém do sexo oposto, de paixão por outra pessoa. É claro que quando estamos amando alguém, e principalmente quando estamos sendo correspondidos, tudo tem um colorido, um cheiro, um sabor, um som, muito mais gostoso. Isso é fato.


Mas em primeiro lugar, temos que nos apaixonar por nós mesmos e pela vida.
“_ Elementar meu caro Watson!”, afinal, se não nos apaixonarmos por nós mesmos e pela vida, não seremos capazes de nos apaixonar por quem quer que seja, pois só podemos oferecer aquilo que possuímos, e se não possuímos esse “auto-encanto”, essa “auto-paixão”, o que poderemos oferecer para outra pessoa?

Mas, infelizmente, quando falamos em amor próprio e em auto-estima, a grande maioria das pessoas sai torcendo o nariz e pensando em charlatanismo. Tudo bem, eu concordo que no que concerne ao referido assunto, existe muito comércio, muita literatura sem qualquer qualidade, e, por que não dizer, muita fraude mesmo.


Mas isso ocorre em todos os setores sociais e profissionais. É o que diz o provérbio popular: ”Em todos os lugares existem pessoas boas e pessoas ruins”, e, “Vox Populi, Vox Dei”.

Por exemplo, tenho uma amiga, que tem um verdadeiro imã para atrair psicólogas carentes. That’s true, believe me! Já correu de duas terapias, em que as terapeutas a faziam de confidente (infelizmente estou falando sério), comentando sobre suas vidas pessoais e amorosas, e quando ela deixava de comparecer à qualquer sessão, ficavam em polvorosa atrás da pobre, telefonavam insistentemente para o celular dela...
Eu até me questiono se nenhuma das duas se tocava que devia dar sossego, porque ambas eram na verdade, não um caso de troca de terapeuta pura e simplesmente, mas de denúncia ao CRP (Conselho Regional de Psicologia), por total falta de ética profissional.


Em compensação, também conheço terapeutas extremamente confiáveis, éticos, e competentes.
E assim é também no que diz respeito a médicos, advogados, engenheiros, ("marido" está virando profissão, não está?), enfim, com tudo no mundo. Há ervas medicinais e ervas venenosas, e existem venenos que são medicinais.

O mesmo ocorre com a auto-estima. Antes de considerar o assunto “papo de charlatão”, pondere com seriedade sobre a importância de se amar de verdade. É de muita valia ter em mente, que as pessoas que se amam, não são necessariamente, aquelas que parecem só receber boas notícias ao longo de cada dia, ou aquelas que negligenciam tudo e todos a sua volta, para poder ficar admirando o próprio umbigo; nem tampouco aquelas que vivem de fazer filantropia com um débil sorriso amarelo no rosto (em minha opinião, isso não passa de uma pobre tentativa hipócrita de se auto-promover, pois a verdadeiro filantropia é feita sem alarde).
As pessoas que verdadeiramente se apaixonam por si mesmas têm problema e conflitos sim, têm dias ruins, são normais. O que as diferencia, é que elas não se deixam mutilar emocionalmente por outras pessoas ou por problemas; elas descobrem e demarcam seus limites, não praticando e não admitindo qualquer tipo de abuso por parte de quem quer que seja; têm fé, mas não deixam tudo por conta do Alto Dos Céus: Elas fazem suas partes. São pessoas que não precisam ficar se justificando, simplesmente porque elas não se boicotam, não se punem pelas coisas que não deram certo e sim aprendem com elas, pois baseiam a vida na temperança, no equilíbrio.

São pessoas que se permitem pequenos e grandes prazeres, que até fazem apologia ao hedonismo, desde que esse não tumultue suas vidas. Sim, SUAS vidas, pois aqueles que se amam, também sabem que só podem levar paz aos que os rodeiam se estiverem em paz. Por isso se colocam sempre em primeiro lugar não por egoísmo, mas para preservar sua fonte de partilha. São pessoas que sabem reconhecer, diferenciar e conjugar a sensualidade na pele, com a pureza no coração.

Enfim, primam pelo equilíbrio e pelo discernimento.
Quer saber como levantar sua auto-estima?
Comece exercitando sua capacidade de ouvir sua intuição. Ouvir e respeitar, porque lá no fundo, bem lá no fundo, nós sempre sabemos se algo nos vai ser bom ou ruim; nós sempre sabemos. Mas se não nos apaixonarmos por nós mesmos, vamos sempre correr o risco de permitir que nossa carência faça as escolhas por nós; e ela sempre faz as piores escolhas.

Portanto, não adie seu prazer, tome um banho perfumado e demorado, vista roupas que você gosta muito, e se olhe no espelho. Olhe bem no fundo de seus olhos. Veja, enxergue, a grande quantidade de virtudes que você escondia de você mesmo lá dentro e comece a identificar uma a uma. E celebre essas virtudes, celebre o fato de você estar na melhor companhia que existe na face da terra para você: você!

Então não deixe para amanhã, não espere, não perca tempo, comece esse romance consigo próprio ainda hoje e descubra o quanto estar apaixonado por você mesmo o engrandece, para poder sair entoando a velha canção:
“Estoy enamorado, y ese amor me hace grande...”

Abreijões carinhosos da

Kika Krepski®

terça-feira, 17 de agosto de 2010

SEREMOS NÓS MULHERES TODAS IGUAIS?




Geralmente as mulheres hostilizam as exs de seus partners, independentemente da sequência em que ficaram com ele. Errinho crasso esse com o qual só se perde…

That’s it dear… Geralmente as mulheres não podem nem ouvir falar o nome da ex de seu companheiro. Quem nunca passou por isso que dê a primeira bolsada… Eu passei.

Tive um namorado cheio de manias, não-me-toques e não-me-reles… Mas na época ele parecia o homem perfeito: Culto, educado, falava demais em seu quadro de valores, demonstrava querer progredir muito… ...enfim, era folhetinesco o cidadão! Tão folhetinesco, que não me causava estranheza os refluxos gástricos que o acometiam após cada refeição, nem a mania de ficar assobiando uma canção enquanto me olhava de soslaio… Muito menos suas ideias de empreendedorismo geniais que nunca resultavam em alguma coisa. E nada significava um homem ter passado dos 50 anos, sem profissão, emprego, dinheiro ou residência própria… Afinal ele tinha grandes projetos! Muitos projetos! E mais projetos…

Todavia, EU era a felizarda de ter um namorado que me escrevia poesias tão belas, me tratava por nomes meigos e carinhosos, dentre eles “bonequinha”… Elegeu uma música maravilhosa como nossa canção, e me presenteava de forma original e de muito bom gosto: Arranjos de rosas colombianas, perfumes elaborados com raízes nativas dos reconditos desse Brasilzão…

Mas, como não há mal que não se acabe e nem bem que sempre dure, um dia ele disse que não gostava mais de mim como namorada e o castelo ruiu… Nossa, que tristeza, parecia o fim de tudo!

Para minha surpresa, aquele homem que tanto me amou, logo surgiu com outra, e fez questão de tornar o fato público, enquanto fomentava uma discórdia silente entre a moça que eu eu nem conhecia e eu. O Resultado foi de que não podíamos nos ver nem via internet, de tanta bronca que sentíamos uma da outra…

Mais alguns anos se passaram, e percebi que a moça já estava também com outro namorado e a procurei. Aproveitei o fato de ela ter criado o site www.fofastudodebom.com, para parabenizá-la pela iniciativa.

Qual não foi minha surpresa descobrir que se tratava de uma pessoa fantástica, super legal, e que hoje é miguíssima minha…

Rimos muito ao descobrirmos que nossa música era a mesma, os presentes foram os mesmos, os apelidinhos também os mesmo (não é bonequinha? kkkkkkk), o tempo de namoro foi o mesmo, os projetos eram os mesmos,e até a desculpa para terminar com ela foi a mesma que usou comigo, também reaparecendo já morando com outra… (outra bonequinha certamente, kkkkkkkk)…

Hoje nos resta uma dúvida, já que nunca havíamos sido amigas íntimas da ex de um ex (ex comunitário, rsrsrs): Os homens são todos assim mesmo, sem sensibilidade nem criatividade, ou namoramos um psicopata que escreveu um roteiro e criou uma personagem que segue fielmente com quer que cruze seu caminho?

Seja qual for a resposta, quem lucrou fomos nós, pois hoje desfrutamos de uma amizade invejável e construtiva, além de rirmos muito dessas picuinhas pelas quais tantas mulheres choram!









Abreijões da

Kika Krepski®.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FELICIDADE É COISA MUITO SÉRIA!

É assombroso o índice de crescimento diário, do numero de pessoas que buscam ajuda profissional, tanto de psiquiatras que podem prescrever medicamentos, quanto de psicólogos, para acompanhamento via terapia, e ainda de terapias alternativas como acupuntura, florais, cromoterapia e outras dezenas que existem.
E qual é o mal que vem deflagrando esse comportamento?


É a perda da felicidade. Sim, é a perda da felicidade e do prazer de viver que vem acometendo as pessoas de forma devastadora. A vontade de não fazer nada, de ficar longe das outras pessoas e do mundo real. É a perda da vaidade e da auto-estima. É a tal da DEPRESSÃO.

Pois é, sorrateira, e de forma ininterrupta, ela vai tomando conta de nós e de nossas vidas, nos fazendo sentir um cansaço físico e uma exaustão emocional tão intensos, que não temos nem vontade, nem motivação e nem forças para fazer coisa alguma. Nem mesmo para atender um telefone.

Estamos cansados de ouvir os especialistas dizerem que a depressão e a perda da identidade, bem como a síndrome do pânico, são os males do século XXI.
Aliás, o número de doenças de fundo emocional, que vem atingindo inclusive crianças, é assustador: Hoje se considera comum uma criança da pré-escola sofrer de gastrite nervosa.
Soa absurdo, mas não é.
Os fatores que levam a esses problemas são inúmeros.


O contato entre as pessoas ficou restrito a um simples cumprimento de chegada e/ou de saída, nem se pede mais licença para passar por alguém, vez que o referido pedido foi substituído por um meneio de cabeça.

A vida social passou a se restringir aos sites de relacionamento, messenger, skype e salas de bate-papo, e o esporte mais praticado é o vídeo game.

Dessa forma, de ser social, a espécie humana está sofrendo uma mutação que parece conduzir à característica de ser anti-social. A capacidade de se relacionar com outros de sua espécie, no homem, está sendo atrofiada, e quando ele se encontra em um ambiente onde existem outros, a relação que se estabelece, geralmente é de competitividade.
As pessoas têm buscado motivação em mostrar umas às outras, que são mais eficientes, mais capazes, e que por isso podem ter o melhor carro, a melhor casa, os gadjets mais novos e sofisticados do mercado, as melhores roupas e de grifes mais caras.

As crianças e adolescentes por sua vez, para conquistar e manter a atenção e o respeito de seus pais, que estão sempre ocupados trabalhando para “ter mais daquilo que os faz ser mais” (em suas cabeças, claro), se vêem obrigadas, a obter os melhores resultados em suas escolas, escolas que extraem toda a energia de seus alunos e lhes rouba impiedosamente a infância e a juventude, os assoberbando de trabalhos e atividades. Afinal essas escolas precisam manter o padrão de escolas que mais aprovam alunos em vestibulares, sem a necessidade de cursinhos pré-vestibulares. Ou seja, os alunos são cobrados de forma excessiva pelos professores, que são cobrados de forma excessiva pelo departamento pedagógico, que é cobrado pelo departamento administrativo, and so on.


Por fim, todos acabam cobrando demais de si mesmos, e sempre tendo dentro de si, um incômodo sentimento de inadequação, incapacidade e culpa... E nos deparamos com pais que também se preocupam, se culpam e se cobram, por terem filhos geniais, obesos, sedentários e introspectivos. Cobram-se e se culpam por ver seus filhos transformados em miniaturas de adultos diante de um computador, e não as crianças e adolescentes barulhentos, brincalhões e risonhos que eles próprios um dia foram.

Pois é galera, toda essa cobrança em cadeia, gerando mais auto-cobrança e culpa, fazem com que a auto-estima de cada um, seja massacrada, juntamente com a autoconfiança.

People, é claro que eu também tenho minhas wish lists e meus must have, mas procuro manter sempre em mente que o refrão da canção Don’t worry, be happy, me é muito mais saudável.

Ok, eu concordo que é uma delícia poder envergar roupas e acessórios sofisticados e de grife, desfilando num belíssimo e novíssimo carro que seja o sonho de consumo da maioria dos reles mortais, bem como poder me gabar que na escola em que meus filhos e/ou sobrinhos estudam, eles já aprendem até o Mandarin, além da natação, teatro, canto, etc, etc, etc...


Muito legal tudo isso, mas...

A QUE PREÇO?

A QUE CUSTO?


Vale mesmo a pena aquilo que nos custa nossa própria felicidade? Ou melhor, ela tem preço?
Afinal felicidade é coisa muito séria, pois sem ela, mesmo que possamos encher os olhos dos outros com nossas conquistas, estaremos vazios por dentro, sem viço, e sem prazer algum com nossas vitórias.
Por isso quero encerrar com uma pergunta que só você poderá responder, e responder para sua própria consciência e coração:

Não seria prudente dar uma puxadinha em seu freio de mão, reduzir um pouco o ritmo, e curtir mais a vida que é tão curta???



Superhipermega abreijões da


Kika Krepski ®




terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SE FELICIDADE É ALGO QUE CRIAMOS PARA NÓS... ...SEJAMOS FELIZES!


Com as intempéries e contrariedades do cotidiano, nos estressamos, e desanimados, nos esquecemos que, como a felicidade é criação nossa, podemos ser felizes apesar dos desafios da vida.

Pois é people, é impressionante pensar o quanto nós responsabilizamos os outros por nossos insucessos, e que, além disso, costumamos buscar a felicidade, a satisfação e a realização pessoal no mundo externo.
Costumo aconselhar aos que me procuram se sentino fracassados e sem forças para recomeçar, a refletir sobre essa afirmação:

“Não há como escapar de uma prisão, sem saber que se vive nela.”

Pensem sobre isso por alguns minutos, antes de prosseguir com a leitura.

Senão vejamos: Geralmente as pessoas me procuram se dizendo sem motivação “para nada”, sem auto confiança “alguma”, e “totalmente” sem perspectivas.

Ora, é preciso perceber “o que” deflagra e nos deixa com esses sentimentos negativos que nos paralisam, pois com certeza, tais sentimentos não têm origem em todos os setores de nossas vidas, simultaneamente.
Com toda certeza, existe um centro gerador desses sentimentos localizado em algum desses setores, contaminando seus pensamentos com derrotismo, críticas e negatividade.
Por exemplo, se sofremos uma decepção amorosa que nos abale de fato, se perdemos alguém que nos significa muito, ficamos com nossa afetividade comprometida, abalada, e, na grande maioria das vezes ficamos nos sentindo incapazes de demonstrar nossos sentimentos, culpados por perder alguém tão especial e/ou indignos e desmerecedores de amor.

Ocorre que a tristeza gerada em nosso “setor afetivo”, junto com outros sentimentos negativos, causam a sensação de prostração generalizada, quando na verdade, estamos vivendo numa prisão de sentimentos negativos, provenientes de um único setor de nossas vidas, ou seja, o afetivo; logo, é ele que precisa ser cuidado e tratado. Não estamos totalmente presos e doentes.

Por essa razão, se desejamos ser capazes de gerar nossa felicidade, a primeira atitude a ser tomada, é a de deixar de buscar a felicidade no mundo externo e identificar em qual área de nossas vidas fomos aprisionados por sentimentos negativos, e por qual razão isso ocorreu.


Como próximo passo, sugiro a reflexão acerca de outra afirmação:

“Apenas o conhecimento não é suficiente. Só a compreensão permite a realização daquilo que o levará aonde você deseja.”

Essa reflexão revelará que as descobertas dos mestres da auto-ajuda não nos tornarão, por si só, capazes de controlar nossas vidas e traçar nossos destinos. É preciso interiorizar esses conhecimentos que deles adquirimos, e então utiliza-los. Como?

Recomendo fazer de conta, que os conhecimentos adquiridos são ferramentas em uma caixa. Para acessá-los, será preciso arregaçar as mangas, abrir a caixa, e escolher as ferramentas que precisaremos para fazer os reparos necessários em nossas vidas.

É possível escolhermos as ferramentas erradas? É sim! E se isso acontecer, nada de pânico. É hora de canalizarmos a energia que despenderíamos num surto de pânico, para reabrir a caixa e selecionarmos outras ferramentas que sejam mais adequadas.

Garanto que além da satisfação advinda dos próprios reparos, também será sentido um enorme prazer; o prazer de nos certificarmos de que podemos ter as rédeas de nossas vidas em nossas mãos. Negrito

Como terceiro passo, lanço outra proposta de reflexão:


“Um pouco de veneno basta para matar.”

Sim, sim, é isso mesmo; temos que policiar nossos pensamentos e sentimentos o tempo todo, pois apenas uma ou duas emoções tóxicas podem colocar tudo a perder.

Gosto de exemplificar a ação da positividade e da negatividade em nossos sentimentos, pensamentos e emoções, com a analogia da água e do café.

Vamos então derramar uma colher de água no café. Não perceberemos qualquer diferença. Então repetimos a ação de novo, de novo, e de novo... Serão necessárias muitas colheres de água para percebermos o café ligeiramente transparente. E é exatamente assim que as emoções positivas agem em uma pessoa em estado negativo.

Por outro lado, se derramarmos uma única colher de café na água, instantaneamente veremos a água escurecer. É assim que a negatividade age em uma pessoa em estado positivo.

Porém é fato, que não existem meios de remover todos, absolutamente todos, os momentos de negatividade de nossas vidas, mas existem meios de administrá-los para que não atuem como veneno. Devemos desenvolver o hábito de aprendermos com nossos sentimentos negativos antes de buscar o estado positivo.


Por fim, proponho refletir sobre o fato de que:


“Para ter tudo é preciso aceitar perder tudo.”

Um dos sentimentos que com ou sem fundamento, costuma intoxicar nossas mentes e emoções, é o medo da perda de alguma coisa. Estamos constantemente assombrados pelo medo de perder algo: a saúde, o cônjuge, o trabalho, o dinheiro, status, juventude, beleza, etc, etc... (menos peso, rsrs).

Não existe razão para sermos possessivos com nossos bens materiais se acreditarmos em nossa capacidade de recuperar tudo. Se temos o poder de construir, também temos o de reconstruir.

Da mesma forma não há porquê sermos possessivos com as pessoas, posto que ninguém é dono de ninguém, e todos vivemos ciclos, ciclos que muitas vezes só se fecham com a partida de alguém, de uma situação, ou cenário de nossas vidas.

Assim, ao invés de temer perdas, devemos trabalhar nossa conscientização e crença de que somos mais do que temos.

People, com essas breves reflexões, é possível sobrepujar e administrar momentos de crise, e ter esse poder também é uma forma de felicidade, e só lhes revelei esses meus “segredinhos”, porque é isso mesmo que lhes desejo: Que tenham uma vida repleta de felicidade!


Abreijões de positividade da

Kika Krepski®.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

UM INTENSO E FELIZ 2010, QUE ABRA AS PORTAS DE UMA BRILHANTE NOVA DÉCADA!





Chegamos ao final de mais um ano. Mais uma vez vamos ver os dígitos do ano velho serem substituídos pelos do Ano Novo. Estamos chegando ao ano de 2010.



Isso me faz lembrar de como eu era ansiosa, quando criança, por completar 10 anos de idade... ...só para passar a ter duas velinhas para apagar sobre o bolo, pois isso era mais um detalhe que me "igualaria aos adultos"...
E agora, esses mesmos dois dígitos, anunciam não só a chegada de um novo ano, mas também de uma nova década!

Fico impressionada com a quase totalidade das pessoas que se queixam de que "o ano voou e não deu para fazer nada" . E sabem qual a razão de eu me surpreender com tal afirmação? É a simples observação de quantas coisas aconteceram nesse alegado "tão curto" período de tempo; senão vejamos:

- Quantos nascimentos ocorreram dentro de sua família e/ou entre seus amigos?

- Quantos nascimentos de filhos de pessoas desconhecidas (artistas, amigos de amigos, and so on) chegaram ao seu conhecimento?

- Quantas perdas de pessoas queridas, de pessoas famosas e/ou desconhecidas, lhe foram noticiadas?

- Quantos namoros, noivados e casamentos foram iniciados ou rompidos?

- Quantos campeonatos seu time venceu ou perdeu?

- Quantos escândalos políticos foram anunciados, e quantos "panos foram passados sobre eles"?

- Quantos filmes e músicas novos foram produzidos e lançados?

- Quantos amigos, filhos, sobrinhos, afilhados e etc se formaram?

- Quantas vezes você riu, chorou e se emocionou?

...E por aí vai.

Acho que deu para vocês entenderem o porquê de eu discordar de que "não deu para fazer nada"...


Ouso até dizer que se achamos que não deu para fazer nada, foi porque negligenciamos, fizemos mal uso, e não demos a devida atenção e importância àqueles e àquilo que nos cerca; ou seja, não demos o devido valor à vida e às coisas que ela tentou nos proporcionar...

Acerca da alegação de que o tempo passou rápido demais, basta lembrar que o tempo "voa", tanto para quem o está aproveitando muito bem, ainda que seja dentro de um doloroso aprendizado, quanto para aqueles que dormem profunda e alienadamente.

Mas àqueles que temem ter perdido a oportunidade de curtir a vida em 2009, sugiro que ao invés de sofrerem atormentados por tal temor, se deleitem com o firme propósito de viver intensamente não somente o Novo Ano de 2010, mas toda a nova década que lhe vem anexada!

Tenha sonhos e acredite neles; tenha fé e esperança!

Não adormeça nos braços do comodismo: Sem ter medo de arriscar, confie no seu taco e vá à luta, faça as coisas acontecerem!

Crie prosperidade, dividindo ao menos o seu supérfluo, com quem, muito pouco ou nada tem!

Faça a diferença! E para fazer a diferença, descubra o verdadeiro significado da palavra INTENSIDADE, aplicando-o em tudo o que fizer e sentir!


Dessa forma, você vai ter um Intenso e Maravilhoso 2010, que abrirá as portas de uma Brilhante Nova Década!

E é exatamente isso que quero desejar à todos vocês:

UM INTENSO E FELIZ ANO NOVO QUE INICIE UMA LUMINOSA NOVA DÉCADA!

Abreijões festivos da

Kika Krepski®.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

A LAMENTAÇÃO NO PROCESSO DE CURA DAS EMOÇÕES

Mas o que é na verdade, lamentar a perda de um amor? É ficar chorando no ombro de todos que se aproximam até que eles se cansem de servir de muro das lamentações e desapareçam? Não, não... É um processo que vai muito além disso!

Lamentar a perda do amor é um processo automático, através do qual sentimos por completo, e então liberamos todas as emoções dolorosas que afloram quando refletimos sobre tal perda. Muito embora seja um processo automático, podemos sem sequer perceber, interferir nele, de variadas formas.

Já vimos em artigos anteriores, que a precipitação do processo, é um erro comum, por não nos dar o tempo necessário para lamentar nossa perda.

Mas existe ainda um outro erro, que é não nos permitirmos sentir todas as nossas emoções.


Quando nosso coração está ferido pelo fim de um relacionamento, esperamos sentir ondas de tristeza e frustração, sem dar vazão a outros sentimentos que precisam ser experimentados e liberados, para sermos capazes de nos libertar da ligação, do vínculo, com uma pessoa e/ou um relacionamento.

Existem quatro emoções, socialmente classificadas como emoções negativas, que precisamos experimentar para romper definitivamente os elos: raiva, tristeza, medo e pesar.



Quando após o rompimento, perpetuamos o sentimento de raiva ou tristeza, significa que de alguma forma ainda estamos ligados, os elos ainda não foram rompidos; e continuar a sentir medo e/ou pesar, demonstra que ainda estamos fechados para as novas possibilidades que existem para nós.

Essas quatro emoções curativas, individualmente, têm importância vital no processo de desligamento que nos permitirá prosseguir rumo ao novo.
Explorando e sentindo essas quatro emoções curativas, nos libertamos para adaptar nossos desejos, expectativas, necessidades e esperanças.
Mas qual o significado de cada uma delas?



RAIVA: É o reconhecimento emocional de que não estamos conseguindo o que queremos, além de nos permitir explorar emocionalmente os fatos consumados, que não queríamos que tivessem ocorrido. Também funciona como um sinal de alerta que nos faz parar para podermos adaptar-nos ao que aconteceu.

Sentir e liberar a raiva, é fundamental no processo de cura, porque é o que nos liga novamente à nossa paixão pelo amor e pela vida, pois a sensação de raiva resulta no abandono de nossos vínculos nas carências do passado, e ao retorno do sentimento de novas carências e
desejos, sem vínculos. E o desejo desvinculado, é o indicador de que estamos abertos para todas as possibilidades.
Trocamos o “preciso ser amado(a) por fulana(o)” , por “preciso ser amado(a)".






TRISTEZA: É o reconhecimento emocional do que queríamos que tivesse acontecido e não aconteceu, e nos permite explorar essas emoções. Se não nos permitirmos sentir tristeza depois de uma perda, não seremos capazes de adaptar nossas expectativas àquilo que é possível no momento. É através da liberação da tristeza que nos reabilitamos para amar, valorizar e aproveitar aquilo que temos. Sentir e liberar a tristeza, reabre nossos corações para a doçura do amor outra vez.

A base da adaptação das nossas expectativas reside em parar de resistir, e voltar a sentir as várias nuances do que queríamos que tivesse acontecido. Tal processo é fundamental para possibilitar a correção das distorções de nossas expectativas, para substituirmos “preciso do amor e do apoio de fulano(a)” por “preciso ser amado(a) e receber apoio”.

Nessa necessidade sem vínculos, vai como bônus o poder e a determinação de encontrar o amor outra vez.




MEDO: É o reconhecimento emocional do que não queremos que aconteça, e não uma previsão de desastres como costuma ser interpretado. Precisamos do sentimento do medo e da resistência para resgatarmos nossa vulnerabilidade, a qual, proporciona a capacidade de discernir aquilo de que precisamos, e com o que podemos efetivamente contar nesse momento, além de nos proporcionar a abertura necessária para aceitar e receber todo apoio que nos seja oferecido, nos levando a adaptar nossas necessidades ao que está disponível no momento, abandonando a necessidade daquilo que já não nos é mais disponível.



PESAR: É o reconhecimento emocional de que aquilo que queremos que aconteça não pode acontecer, de nossa impotência para desfazer o que aconteceu; e é fundamental no processo de ruptura de vínculos. É a resignação do pesar que nos dá paz e restitui nossa capacidade de discernir o que é possível, que por sua vez nos permite descobrir novas esperanças, por nos libertar das antigas, vez que a motivação e a intenção que necessitamos para recomeçar, estão presentes numa esperança sem vínculos, pois, se esses últimos existirem, não vai haver espaço para o que é novo se apresentar.
Em suma, é sentindo e liberando o pesar que reabriremos nossos corações para a doçura do amor.




Well dear, embora possa pare
cer um contra senso, a verdade é que, essas emoções, que são usualmente classificadas como negativas, e que costumam nos ensinar a reprimir, são exatamente as que nos permitem conseguir mudar nosso foco, ou seja, que levam nossas mentes a identificar e reconhecer a necessidade de efetuar tal mudança. Todavia, o trabalho de virar os holofotes é encargo do coração, e, para sermos capazes de mudar o foco e amar outra vez, é preciso nos desligarmos total e verdadeiramente do passado, deixando de nos apegar a ele e liberando nossos corações. Velhos vínculos têm que ser diluídos.



At last, but not least, é importante lembrar que, embora lamentar a perda faça parte do processo de desligamento, o sofrimento emocional não deve nem pode ser ignorado, pois ele é o indicador de que ainda estamos nos agarrando ao que não nos está mais disponível. Por isso é muito importante vivenciar cada uma das quatro emoções curativas, pois se alguma delas ficar bloqueada, o processo de cura não se completa, e ficamos presos, atolados mesmo, num sentimento específico, e por isso mesmo incapazes de seguir em frente e amar novamente.

People, mais uma vez me estendi demais (foi para compensar minhas férias prolongadas, rsrsrs) e não quero em absoluto cansar vocês; por essa razão vamos fazer um break aqui, e em uma outra oportunidade voltamos ao assunto, pois ainda há muuuiiiiitoooo o que ser visto.

Ah, vocês podem continuar enviando seus comentários e perguntas, que mediante solicitação serão ou não publicados.

Superhipermega abreijões da


Kika Krepski ®.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Círio de Nazaré , em devoção a Nossa Senhora de Nazaré

Justificar
O Círio de Nazaré , em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é uma das maiores e mais tradicionais festas religiosas do Brasil,sendo celebrada desde 1793, na cidade de Belém do Pará. É celebrada anualmente no 2°domingo de outubro. Em Portugal é celebrada a 8 de Setembro na vila da Nazaré.

O Círio de Portugal designa uma romaria que vai, ou de uma aldeia do concelho de Mafra, ou de outras origens, ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré. O Termo "Círio" tem origem na palavra latina "Cereus", que significa vela grande.
No Brasil, no início era uma romaria vespertina, e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada de manhã.
O Círio foi instituído em 1793 em Belém do Pará, e até 1882, saía do Palácio do Governo. Em 1882, o bispo Dom Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.


LENDAS E HISTÓRIAS:

EM PORTUGAL:
A Sagrada Imagem de Nossa Senhora da Nazaré, Portugal

De acordo com a tradição, esta imagem teve origem em Nazaré, na Galiléia, e representa a Virgem Maria sentada, de cor escura, tendo no seu colo o Menino Jesus, o qual amamenta. A estátua, entalhada em madeira e identificada como original dos primeiros séculos do Cristianismo, percorreu a cristandade desde Nazaré (Israel) até surgir em Nazaré (Portugal) quando, no século XII, se tornou símbolo de fé do cavaleiro D. Fuas Roupinho, o qual mandou erigir a Capela da Memória em agradecimento à Virgem (1182), após milagrosamente ter se salvo de um acidente fatal quando, montado a cavalo, perseguia um cervo, num episódio conhecido por Lenda da Nazaré.
Em
1377 o rei D. Fernando (1367-1383) fundou um templo maior, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, no Sítio da Nazaré. Desde então, a 8 de Setembro, anualmente, os portugueses se reúnem para reverenciar Nossa Senhora da Nazaré. A principal romaria, o Círio da Prata Grande, vem anualmente do concelho de Mafra e transporta, numa berlinda, uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré que não é uma réplica da Verdadeira imagem, pois esta está sentada e a imagem do Círio está de pé, existindo outras diferenças. A imagem de Nossa Senhora da Nazaré venerada no Brasil, em Belém, é semelhante à imagem de Nossa Senhora da Nazaré do principal Círio português.


NO BRASIL:

A introdução da devoção à Senhora da Nazaré, no Pará, foi feita pelos padres jesuítas, no século XVII. Embora o culto tenha se iniciado na povoação da Vigia, a tradição mais conhecida relata que, em 1700, Plácido, um caboclo descendente de portugueses, andava pelas imediações do igarapé Murutucu (área correspondente, hoje, aos fundos da Basílica) quando encontrou uma pequena estátua de Nossa Senhora da Nazaré. Essa imagem, réplica de outra que se encontra em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, encontrava-se entre pedras lodosas e bastante deteriorada pelo tempo e pelos elementos.
Plácido levou a imagem consigo para casa, onde tendo-a limpado, improvisou um
altar. De acordo com a tradição local, a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer às próprias custas uma pequena ermida no local, como sinal de devoção. A divulgação do milagre da imagem santa atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a acorrer à capela, para render-lhe homenagem. A atenção do então governador da Capitania, Francisco da Silva Coutinho, também foi atraída à época, tendo este determinado a remoção da imagem para a Capela do Palácio da Cidade, em Belém. Não obstante ser mantida sob a guarda do Palácio, a imagem novamente desapareceu, para ressurgir em seu nicho na capela. Desse modo, a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente, no lugar da primitiva ermida, uma capela, hoje a suntuosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.
Em
1773 o bispo do Pará, Dom João Evangelista, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré. No início do ano seguinte (1774), a imagem foi enviada a Portugal, onde foi submetida a uma completa restauração. O seu retorno ocorreu em outubro desse mesmo ano, tendo a imagem sido transportada, do porto até ao santuário, pelos fiéis em romaria, acompanhada pelo Governador, pelo Bispo e pelas demais autoridades, civis e eclesiásticas, escoltadas pela tropa. Este foi considerado o primeiro Círio, que etimologicamente designa uma vela grande de cera. Desde então, o Círio de Nazaré é realizado anualmente, no segundo domingo do mês de Outubro.
Entre os milagres mais expressivos atribuídos à imagem de Belém, encontra-se o que envolveu os passageiros do
brigue português São João Batista. Partindo de Belém rumo a Lisboa, no dia 11 de Julho de 1846, a embarcação de dois mastros à vela veio a naufragar decorridos poucos dias da partida, sendo os passageiros salvos por um bote que os conduziu de volta a Belém.
Este brigue seria a mesma embarcação que, anos antes (
1774), havia transportado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada; o bote que salvou os náufragos também seria o mesmo que tinha levado a imagem até ao brigue ancorado no porto de Belém. O bote passou a acompanhar a procissão a partir do ano de 1885.

AS ETAPAS DA CELEBRAÇÃO:


Atualmente as manifestações de devoção profanas e religiosas estendem-se por quinze dias, durante a chamada quadra Nazarena. Entre os pontos altos dessa manifestação, destacam-se:

-ROMARIA RODO-FLUVIAL:


Vai da Basílica de Nazaré, pelas ruas da cidade, até a igreja matriz, no município de Ananindeua, município vizinho a Belém. Percurso este, feito em carro aberto, onde Nossa Senhora recebe inúmeras homenagens. Marca o percurso da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, e a imagem da Santa, passa a noite neste município, onde o povo fica durante toda à noite em vigília. Essa Romaria acontece de sexta para sábado, que antecede o domingo do círio.





-ROMARIA RODOVIÁRIA:

Depois de uma noite em Ananindeua, e uma missa pela manhã, a imagem parte de madrugada em mais uma procissão, agora em uma nova direção, a Vila de Icoaraci, distrito de Belém. Mesmo sendo de madrugada, os fiéis aguardam a passagem da Santa, rendendo-lhe inúmeras homenagens. A procissão é acompanhada pelos carros da diretoria do círio, carros de polícia, bombeiros, ambulâncias, carros oficiais e civis. Daí a origem do nome da romaria.



-ROMARIA FLUVIAL:

Nesta romaria, a imagem da Santa é levada de barco, pela Baia do Guajará, baia esta que cerca a cidade de Belém, e é seguida por inúmeros outros, enfeitados de acordo com as condições do próprio dono. Aqui se vêem barcos, iates e simples canoas de ribeirinhos que seguem a procissão. O percurso Icoaraci-Belém pode levar até 5 horas. Ao chegar no cais do porto da cidade, é recebida por uma multidão e outras homenagens se seguem. A romaria foi introduzida em 1985, como uma forma de homenagear a todos os que vivem e dependem dos rios da região, como a população ribeirinha, que devido suas condições não pode se dirigir a Belém, e com isso, pode fazer suas homenagens.

-MOTO ROMARIA:

Por volta das 11 horas da manhã de sábado, a imagem da Santa chega ao cais de Belém, dali a imagem segue em carro aberto, agora seguida por motoqueiros que buzinam incessantemente, anunciando a passagem da Santa, o povo para nas ruas seus afazeres, saem de suas casas, e saúdam a Virgem, com as mãos levantadas, como a pedir a bênção. A Romaria se estende pelas ruas da cidade até o Colégio Gentil Bittencourt, onde uma outra multidão de fiéis espera a Imagem. E à noite, logo após a missa, dará início a Trasladação.

-TRASLADAÇÃO:

A trasladação da imagem ocorre uma noite antes do Círio, em ma procissão à luz de velas. Simbolicamente visa recordar a lenda do descobrimento da imagem e o retorno ao local de seu primeiro achado. Nesta cerimonia somente a Berlinda (carro onde é levada a imagem de Nossa Senhora) é utilizada, num trajeto em sentido inverso ao do Círio.

-PROCISSÃO DO CÍRIO:

Atualmente reúne centenas de milhares de fiéis (cerca de 2 milhões ou ate mais), em um cortejo, que em épocas recentes chegou a durar cerca de quatro horas, e que hoje, devido a uma melhor organização e planejamento por parte da diretoria da festa demora bem menos, percorrendo uma distância de cerca de cinco quilômetros entre a Catedral Metropolitana e a Basílica de Nazaré. Esta celebração é dividida em três momentos: o Círio propriamente dito evento é iniciado às seis horas da manhã com a celebração de uma missa, após a qual os fiéis se postam nas ruas ao longo do trajeto. Às sete horas, o Arcebispo conduz a imagem de Nossa Senhora até a Berlinda, para dar início ao Círio. Antigtamente e até o iníco dos anos 2000, chegava no destino por volta das duas horas da tarde. Hoje, isso acontece anetes mesmo do meio-dia a imagem chega à Basílica de Nazaré, sendo retirada da Berlinda para a celebração litúrgica.



-RECÍRIO:

Duas semanas após o Círio, acontece o Recírio, uma procissão de despedida.


- OS SÍMBOLOS:

O Círio tem vários objetos simbólicos que podem ser apreciados durante o seu trajeto. Os principais são:

A BERLINDA,



que leva a imagem da Santa;







-A CORDA,

que sustenta a fé na padroeira dos paraenses, possui a média de 400 metros de comprimento e pesa aproximadamente 700 quilos, de puro sisal torcido, que requer maior sacrifício físico e emocional. Incorporada à celebração em 1868, originalmente substituía a junta de bois que até então puxava a berlinda da imagem; posteriormente passou a ser utilizada para separar a berlinda e o carro dos milagres da multidão que a acompanha. No ano de 2005 a direção do Círio, modificou o formato da corda, que ao invés de contornar a berlinda como normalmente era feito, a corda ainda do mesmo tamanho, veio na forma de um rosário, na tentativa de que não ocorressem atrasos no traslado, como já havia ocorrido anos antes.


-O MANTO,


é mais um dos símbolos da Festa de Nazaré. A cada procissão, há sempre um novo manto envolvendo a figura de Nossa Senhora. O manto tem sempre uma conotação mística, relatando partes do evangelho. Confeccionado com material caro e importado. O trabalho da confecção do manto iniciou-se pelas filhas de Maria. Anos depois, assumindo a confecção do mesmo, a irmã Alexandra, da Congregação das Filhas de Sant’Ana. Com a sua morte, a confecção do manto ficou por conta de uma ex-aluna do Colégio Gentil Bittencourt, que por 19 anos o teceu, e de suas mãos saíram os mais belos mantos. A confecção do manto é toda envolvida em clima de mistério, feitas com a ajuda de doações, quase sempre anônimas.


-AS VELAS OU CÍRIOS,





são feitas de cera, em vários formatos, retratando partes do corpo humano, ou ainda, uma vara de cera da mesma altura do pagador da promessa. As velas, são um símbolo da fé dos promesseiros, que através delas, 'pagam' a uma graça alcançada.




-CARROS DE PROMESSAS OU MILAGRES,




recolhem os ex-votos ilustrativos das graças alcançadas pelos fiéis;








-CRIANÇAS VESTIDAS DE ANJOS,





além de símbolo, uma tradição





-FOGOS DE ARTIFÍCIO,


tudo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré!

Outros símbolos também integram a tradição:
-As
novenas, ciclos de orações realizadas durante as semanas que antecedem a festividade, por devotos que realizam pequenas romarias pelas casas de vizinhos.
-Os
cartazes oficiais anunciando a festividade.
-O almoço com a família, realizado no domingo da procissão, como um ato de comunhão. Tradicionalmente é composto de:
-
Pato no tucupi, tradicional prato da culinária paraense, acompanhado de arroz branco.
-
Maniçoba, também tradicional item da culinária da região.
-O
arraial no largo de Nazaré, em frente à Basílica.
os
brinquedos de miriti.

NOSSA SENHORA DE NAZARÉ, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS, E TAMBÉM POR AQUELES QUE AINDA NÃO RECORREM A VÓS. AMÉM.

Um Santo e abençoado Círio de Nazaré a todos!

Abreijões carinhosos da

Kika Krepski®.

Fonte: Wikipedia

Fotos: Google Imagens

Obs: Os links originais da Wikipedia foram mantidos para aqueles que desejarem se aprofundar no assunto.