quinta-feira, 25 de setembro de 2008

BOA VIAGEM E ATÉ UM DIA JOSI!



Oi pessoal... Não quero parecer mórbida ou qualquer outra coisa do gênero, mas também não tenho condições de ser efusiva como de costume; aliás, o mais provável é que eu alterne euforia e tristeza enquanto redijo esse, não quero chamar de texto, pois sendo para quem é, deveria ser um tributo... ...por puro merecimento dela; da Josi. Não há como falar da Josi sem grandes toques de alegria, de euforia; mas por outro lado, falar a respeito dela, sabendo que ela nos antecedeu, embarcou em uma estrela cadente antes de nós para a morada do Pai Eterno, para o Plano Espiritual, para outra dimensão (respeito todos os credos), provoca até mesmo um certo sentimento de traição: “Como ela pôde fazer isso conosco e nos deixar para trás?”.
Estão percebendo como vai ser difícil não alternar emoções?

Acho que a melhor maneira de começar é dizendo que considero interessante esse lance de espíritos, inconsciente coletivo, metafísica... Existem pessoas com as quais convivemos durante anos a fio, e nunca conseguimos desenvolver e sentir uma confiança autêntica, uma cumplicidade silente mas que sabemos estar ali presentes, e que podemos contar com elas...
Já outras pessoas, entram em nossa história de vida, mesmo que por muito pouco tempo, como se na verdade estivessem nos reencontrando, pois despertam a sensação de que nos conhecemos de longa data, mesmo sem nunca termos nos visto antes, e, quando partem, de uma forma ou de outra, nos levam a descobrir o quanto elas nos acrescentaram nos poucos contatos que tivemos, o quanto nos cativaram, quantas coisas nos ensinaram apenas com suas atitudes e sua postura diante da vida; o quanto se tornaram queridas por nós, e, o quanto nos fazem falta.






Bem quem teve a felicidade de conhece-la, sabe que estou falando da nossa querida e saudosa Josi, que não vivia ou agia de forma a ter sua presença notada, mas que agora sabemos, de forma a ter sua ausência profundamente sentida e lamentada!
Em apenas um ano e alguns meses de convivência profissional com ela, eu só sabia que gostava muito dela, simples assim, gratuitamente (era o que eu pensava a princípio), e que ela era muito legal. Eu, talvez por pintar telas, presto muita atenção nos traços e peculiaridades físicas das pessoas, e sempre achei a Josi uma morena tão bonita e exótica, que cada vez que eu a cumprimentava na escola, como muitos devem se lembrar, eu dizia: “Oi bonitona”...
Espero que ela sempre tenha levado a sério, porque eu não estava brincando, estava falando muito sério...




Enfim, e por fim, vim a saber que ela havia feito a passagem. Soube por amiga em comum do Orkut, e apesar de não ter sido em absoluto uma boa notícia, já quero deixar registrado o meu agradecimento à pessoa que teve a consideração de me comunicar o ocorrido. Aliás, considero a pessoa que me comunicou o fato, alguém de uma sensibilidade ímpar, pois foi capaz de sentir, o quanto e quão sinceramente eu gostava e gosto daquela mulher bem-humorada lá da secretaria da escola, que topava tudo, colaborava com todas e quaisquer atividades, campanhas e participava ativamente de todas as festividades...





Por essa razão, via net, recebi a muito, muito infeliz notícia.


E bem ali, em frente ao monitor, lendo e relendo o comunicado dessa pessoa amiga, fiquei paralisada enquanto, algumas lágrimas discretas, escapavam de meus olhos e desciam pelas minhas faces, lentamente, como se também estivessem tentando digerir aquela história simplesmente inacreditável.


Foi então que, com a visão turva pelas lágrimas, comecei a ver diante de mim, com os olhos do coração e da alma, aquele sorriso lindo que iluminava tudo quando chegava; também ouvi sua voz grave e amiga me dizendo palavras de conforto em algumas situações muito difíceis pelas quais passei e que ela acompanhou, e me apoiou.

Mas com grande esforço, saí daquele estado de torpor e incredulidade, afinal, se existia um defeito que a Josi não tinha, era o egoísmo, e, querer ter uma criatura iluminada como ela só para nós aqui na terra, seria muito egoísmo... E assim, ficou mais leve esse jugo: acreditar que ela foi “emprestada” para um outro lugar, em que sua alegria, bom coração e beleza, fossem mais valorizados e necessários do que aqui entre nós, e que iriam fazer tão bem a outras criaturas necesitadas, quanto sempre fizeram por nós!


Pois é Josi, foi assim, sendo você mesma, sem máscaras ou adulações, que você conquistou de fato e por mérito um lugar muito especial no coração de todos que tiveram o privilégio e a felicidade de conhece-la. Como eu já disse, a Terra perdeu uma grande mulher e um ser humano fantástico, mas o Céu ganhou um Anjo lindo que nem mesmo precisa de auréola, pois o seu sorriso já é luz.



Josi, saiba que, onde quer que você esteja, ninguém que a conheceu jamais deixará de lembrar de você, e nem tampouco seu nome será por nós esquecido, pelo simples fato, de que você, com simplicidade e sem alarde, realmente fez a diferença.






“Bonitona”, vá com Deus, não fique presa aqui não, você está muito evoluída para trabalhar nesse plano, nessa esfera. O Pai Celestial tem projetos muito maiores para seres iluminados como você.




Então, siga em paz o seu caminho, porque de nós, você só vai estar longe dos olhos, mas sempre, eternamente, dentro de nossos corações!



Beijos de muita luz de todos que a conheceram e por isso a amam!!!


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

ENTRE- SAFRA DE MEIA-ESTAÇÃO

Atmosfera de transição, entrando pelas portas de setembro, ansiedade pelas chuvas primaveris, veranicos fazendo os corpos suarem... Atmosfera de mudança de estação dear, uh-lah-lah!


E já dá para sentir o gostinho de exuberância e alegria do início da Primavera-Verão 2008/2009, mesmo porque ainda estamos curtindo a ressaca de uma verdadeira maratona fashion no circuito Rio/São Paulo, recheada de desfiles com looks incríveis, e presenças marcantes como a do fantástico estilista Kenzo Takada, que amo de paixão.

Entre-safra de meia-estação.


Depois de tanta coisa, é preciso fazer um balanço, para checar o saldo do que poderá ser bem utilizado por nós, reles mortais (adoro um drama).



People, no momento, cultura é super fashion! Basta observar como o jeito Simone de Beauvoir e Agatha Christie de ser, estão invadindo o mundo da moda, que está fechando em alta para os seguintes investimentos: jabôs de collete, terninhos, fraques, saias de tweed (acima dos joelhos, ok?), boinas, e tailleurs Chanel absolutamente clássicos. Os pretinhos espirituosos também continuam com a cotação em alta, sozinhos ou com misturas descontraídas, valendo até mesmo, os até então saudosos, pulôveres acrílicos.

Para que seu antenadíssimo guarda-roupa não fique démodé, invista também em acessórios, no melhor estilo literário: echarpes drapeadas inspiradas no estilo Maguerite Yourcenar, e chapeuzinho tipo Amelie Notomb.

Se você curte listras, opte pelo estilo londrino “club”, e se preferir os xadrezes, o must do momento é o estilo escocês, entrelaçando tons de azul e madeira escura que se sobrepõem nas vitrines mais badaladas.

As armações de óculos também acompanham o estilo escritor, fazendo até um recall de Clark Kent trabalhando na redação do Planeta Diário. O visual andrógino é dominante.


A paleta de cinzas predomina, tanto nos tweeds literários, quanto na inocência estudantil, formada por saias pregueadas e de cintura marcada, usadas com blazers estilo colegial, que permitem entrever os coletes de Dândis, usados com calças amplas e de cintura alta e marcada, que ainda trazem generosas pregas.


Nos looks mais femininos, adote os eternos scarpins-curingas de salto 5 ou 7; e nos andróginos, as estrelas são as ankle-boots, com saltos muito altos, muito finos e muito femininos para criar o contra-senso.



Mas Barbara Cartland, em seus vestidos leves em tons de rosa, nada eruditos, também faz parte desse time, trazendo sua feminilidade e leveza, em uma cartela de tons pastel, ou ainda em uma releitura das estampas florais clássicas.


Pois é, se você não gosta de ler e/ou escrever, vai agora AMAR homenagear a categoria...

Welcome to the club, dear!

Abreijões da

Kika Krepski®




domingo, 31 de agosto de 2008

MISS TEEN BRASIL 2008 - SIMONE BORGES...


Ainda nesta semana, a Miss Teen Brasil 2008, Simone Borges, e sua empresária Jeannie Sanches, estarão aqui nos Kliks de Kika, com exclusividade, contando "tudinho, tim-tim por tim-tim", sobre o que todos sempre quiseram saber sobre o glamouroso mundo dos concursos de misses!

Não percam!


Abreijões® da


Kika Krepski®

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O BRILHO É VOCÊ!

Peruagem ou peruíce dêem a nomenclatura que desejarem, é um estilo de vida que adotei, e, naquelas fases em que não tenho tempo para uma “produçãozinha básica”, e que preciso sair de casa no estilo “simplesinha”, quase morro quando me vejo refletida em um espelho, vitrine ou qualquer coisa do tipo.
Sempre gostei muito de perfumes marcantes, acessórios grandes, bolsas, roupas e mules com pedrarias e/ou paetês, no estilo indiano, bijoux também no estilo indianos, ou simplesmente grandes, elaboradas em metais variados, com ou sem pedrarias, maquiagem social com efeitos (no meu caso sempre aumentando o tamanho dos olhos que considero pequenos).
Em função da minha etnia com ascendência polonesa e italiana, tenho compleição física e ossatura grande, além de uma pele muito clara. Acho o contraste dos colares, brincos e inúmeros anéis e pulseiras grandes e vistosos em um mulherão que tem a delicadeza do “Porcelain Look” da pele claríssima e dos cabelos loiros, um “must”.
Bem, acho que já deu para perceber que eu me gosto, e muito: gosto da minha herança genética, do meu biótipo enfim. É por isso que busco nos recursos externos como acessórios, maquiagem, perfumes e outros, meios para realçar tudo aquilo que gosto e que há de melhor em mim. “Spare me babe”, não desperdiço meu precioso tempo, meus neurônios, minha serotonina e minhas endorfinas, lamentando meus “pontos fracos”, ou menos favorecidos, pois esses, ao invés de eu os lamentar (que só serve para chamar a atenção para eles, e fazer quem não tinha notado perceber), eu trato e produzo para transformá-los em “pontos fortes” também.
Entretanto tenho observado que as pessoas têm se equivocado muito dentro do conceito real de beleza, chegando a extremos que as têm levado à distúrbios muito sérios, graves e até fatais, como é o caso da anorexia!
E eu pergunto: “Para que?” Só porque a mídia apregoa aos quatro cantos do mundo que a beleza está em ser esquálida?

Marilyn Monroe era dona de formas voluptuosas, coxas grossas, quadris largos, braços roliços e seios fartos; e graças a essa “abundância anatômica”, ela foi, até hoje é, e estou certa de que para sempre será, o maior símbolo sexual que o mundo já conheceu.

A verdade é que a beleza está dentro de cada um de nós, e não estou falando de “beleza interior” não.
Estou falando da beleza que está em cada fio de cabelo saudável que reluz ao sol, e quando a percebemos, quando notamos que ela existe, ela emerge ainda mais e com mais vigor. A verdadeira beleza é como uma criança extremamente alegre, porém muito tímida que precisa de constantes reforços positivos prestados por nós, ao nos cuidarmos e admirarmos.
É assim que a beleza real vem a tona, se expõe, se revela; e o que tenho visto são mulheres famintas por praticarem um jejum quase Ortodoxo, com faces doentiamente pálidas ou totalmente camufladas por várias e pesadas camadas de maquiagem, (que as deixam tão naturais quanto uma rosa de plástico), ou com um borrão melado e reluzente sobre os lábios (que me faz imagina-las chupando uma barra de manteiga antes de sair de casa), alegando que usam apenas um gloss, porque gostam do estilo “Clean & Clear”.
Em primeiro lugar, maquiagem em excesso, sem que seja para uma ocasião que demande que assim seja, representa a negação daquilo que se é; que a pessoa não se gosta, e então mascara seu verdadeiro eu, porque queria ser outra pessoa.
Já o famoso “Clean & Clear Look”, para quem já passou dos dezesseis anos, só faz com que pareça que há muito a mulher se desiludiu com a vida, tendo então perdido toda sua vaidade e auto-estima.
Chegou a hora e a oportunidade de trazer à tona toda essa beleza real, que já está dentro de nós há muito tempo, apenas esperando para emergir. É nisso que residem os conceitos atuais de “Estilo & Atitude”: Ser uma pessoa linda sem precisar alterar a estrutura básica, o que leva à perda da identidade; afinal, temos somente o código genético, mas não a senha de acesso. Vamos trabalhar tudo aquilo que temos e somos; vamos aos poucos tecer essa “trama fashion”, que nos permitirá ver e exibir o melhor de nós.
Por isso vou estar sempre por aqui, a disposição de vocês e aguardando sua visita, sempre com novas Faces, Facetas & Façanhas!

Abreijões®

Kika Krepski®

POR DENTRO DAS EMBALAGENS...

...com muito bom humor!

Não é um comentário recente ou da moda, mas sim um clássico de nossa língua, e que, muitas vezes tem um grande fundo de verdade. Qual é o comentário? É o famoso:
“Mulher não pode ver vidrinhos”

Claro que existem variações com “caixinhas”, “potinhos”, e já ouvi até “pacotinhos”!
Eu mesma sou uma daquelas que se deixa atrair por frascos e embalagens exóticos e de bom gosto, e, na condição de aficcionada, colecionadora,
estudiosa e crítica de perfumes,
tenho paixão pelas histórias que permeiam seus frascos e envolvem suas essências. Mesmo com toda minha paixão, já conheci e conheço fragrâncias que nada têm a ver com suas embalagens; é como se fossem mulheres obesas com saias curtas e blusas sem mangas: IMPERDOÁVEL!



Mas não posso ficar falando em perfumes, porque acabo falando somente neles, e falar em embalagens é por demais abrangente.
Aliás, resolvi escrever esse artigo, em decorrência de uma conversa que tive com uma amiga, no dia em que ela estava organizando suas maquiagens, pois ela, assim como eu, tem “quilos” de coisas desse gênero.
Quem vê nossa “make up stuff”, pensa que nos maquiamos, e bastante, todos os dias.
Lip service!
Gostamos mesmo é do bom e velho batom, do indispensável delineador e da salvadora máscara para cílios! Pois bem, discutimos que temos aqueles produtos que “amamos de paixão”, e que nem sempre advêm de maisons famosas, e então compramos o famoso e bem embalado, que seja análogo àquele que adoramos, só para tê-lo na bolsa para ser sacado diante de outras mulheres na hora de um retoque básico, durante algum evento social.



Mas existe outro bom motivo: algumas de nós gostam de causar impacto quando saem com um homem.
Pois é, mas, será que esse tipo de impacto é positivo com homens? Essa tática vai produzir o mesmo efeito com qualquer um deles? Será que os homens prestam atenção nesses detalhes? Alguns prestam sim, e muita! E o resultado do “impacto” depende de inúmeras variáveis.
Por exemplo, se você estiver saindo com um autêntico “homofóbico”, é quase certo que ele não preste atenção em detalhes da embalagem de sua make up. Ele vai sim, muito provavelmente, olhar para ela e não vê-la, terá uma crise de ausência...



Em se tratando de um relacionamento ocasional, ou um início de namoro, ele vai é prestaratenção em você, em quê aquele produto faz diferença em você, para então tecer comentários elogiosos, e algumas vezes até mesmo bregas, do tipo “Como sua beleza valoriza esse produto!”...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Mas atenção, porque se for um relacionamento que esteja caminhando para um compromisso mais sério, formal, e devidamente rotulado, o homofóbico vai procurar observar o que é exatamente, e qual a marca do que você está usando, para então checar se é um produto financeiramente viável ou absurdo, afinal, os homofóbicos costumam ser “machos provedores” (alguns são também castradores)... Esses, possivelmente criticarão e reprovarão o fato de você usar um batonzinho básico de R$. 300,00!
Na sociedade de hoje, os homofóbicos podem pertencer a qualquer faixa etária, mas a sua grande maioria se concentra entre entre os 45 e 65 anos.
Porém redobre o cuidado para não magoa-los , pois muitos homens que entram nessa faixa de idade se tornam excessivamente babões ou blasé e podem exagerar nos elogios, quando você começar a manusear suas “coisinhas.

Um outro tipo de reação é o que você vai encontrar, se estiver saindo com alguém que não esteja interessado exatamente em você, mas sim em sua conta bancária.
Astuto, esse é o tipo mais encantador de todos, e muito provavelmente você vai estar caidinha por ele, e usando todo tipo de munição de que dispuser. Esse homem vai observar muito bem tudo (mas tudo mesmo) que você usar como maquiagem, perfumes and so on, para poder fazer um balanço e uma estimativa de qual é o custo mensal de sua “manutenção”, para poder estimar sua renda mensal mínima. Assustador não? Esse tipo de homem vai parecer estar observando você, quando na realidade, vai estar literalmente arquivando fotos na mente, de coisas que você usa, cujos valores ele desconhece.
Uma vez mentalmente catalogados esses artigos, eles serão pesquisados na internet para uma avaliação. O interesseiro interessado, geralmente faz comentários que estimulem você ao consumismo e massageiem seu ego, tipo “você é realmente uma mulher de muito bom gosto!”. Esse tipo desprezível tem espécimes distribuídos por todas as faixas etárias encontradas no mercado. Watch out, dear!


Um cuidado a mais a ser tomado, é o de não confundir o interesseiro interessado com o metrossexual, que gosta de coisas de qualidade, de marca e boa apresentação. O maior perigo em exibir seus produtos de grife em embalagens maravilhosas para esse tipo de homem, é o de ele se interessar mais pelos seus produtos do que por você. São encontrados mais frequentemente entre os 30 e 40 anos. Eles são a versão vaidosa dos antigos e cobiçados “yuppies”. Mas, você poderá encontrar alguns bem mais velhos entre eles, os quais na verdade, só estão exercitando uma tentativa de resgatar algo que ficou para trás, e que nem eles mesmos sabem definir exatamente o que seja. Agora, se você gosta do tipo garotão que está abaixo dos 30 anos, entre os 19 e 25 anos mais ou menos, não se ofenda, se na hora em que você sacar seu lindo gloss Dior de sua bolsinha Prada, ele disser algo como “Minha mãe tem um desses!”, pois quem procura acha. Nessa faixa de idade, a grande preocupação dos homens é ser bom quantitativamente no que diz respeito a sexo, e, as únicas embalagens que eles conhecem até mesmo no escuro, e não vivem sem elas, são as de preservativo. Mas tenho que admitir que existam algumas boas vantagens em sair com eles, rsrsrs... Calma, pois existem muitas variantes dentre essas espécies, pois não podemos nos esquecer de mencionar o novo rico, que também se encontra distribuído por todas as faixas etárias. Esse tipo é o que mais presta atenção aos detalhes, pois para ele, tudo é marketing pessoal, inclusive você! E com toda certeza um brilhinho labial Chanel vai ser bastante eficiente para aguçar os sentidos dele, e, se ele for do tipo que gosta de aproveitar a vida, vai amar seu bom gosto em todos os pequenos detalhes.

Entretanto cuidado com o novo rico que já cansou de ler, recomendar, e até já lhe deu um exemplar de presente, do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. Esse é tipo é avarento, não gosta de abrir a mão nem mesmo para acenar e, assustado com seu gosto pelas coisas sofisticadas e caras, poderá, num primeiro momento, tentar doutrina-la com o blá-blá-blá da necessidade de combater o consumismo, de valorizar o produto nacional e blá-blá-blá. Ufa!
Enfadonho e...pobre demais!
Num segundo momento, pós- vã tentativa de doutrinação socialista, ele poderá desaparecer num passe de mágica, lhe deixando apenas e tão somente, no verso de uma folha já utilizada anteriormente um bilhete se desculpando pela partida súbita, mas que ele não poderia perder a oportunidade única de fazer seu MBA em Gestão Empresarial, em Cuba.
PT (não o de Lula) Saudações! Por fim, eu e minha amiga chegamos a conclusão de que o melhor mesmo, é utilizar essa artimanha somente entre outras peruas como nós. É no mínimo mais seguro, pois, como escreveu o romancista português Gil Vicente, em A Farsa de Inês Pereira, “mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”!

Abreijões® da

Kika Krepski®

SÍNDROME DE ADAMS (a que não consta dos compêndios médicos)


Se algum leitor ou leitora procurar por essa síndrome em algum compêndio médico, muito provavelmente não encontrará nenhum tratado sobre ela; acerca dessa, sobre a qual vamos conversar hoje. Encontrarão outras que nada têm a ver com nosso assunto. É que eu mesma classifiquei um comportamento repetitivo e tipicamente feminino (pretensiosa eu, não? rsrsrs), como sendo a “Síndrome de Adams”.
Bem todos os créditos devem ser dados ao bom e velho chiclete de caixinha...
O bom e velho chiclete Adams...




Muitas mulheres sofrem dessa e com essa síndrome.
Aliás, acho que sofrem muito mais com ela do que dela!



A Síndrome de Adams acomete de forma mais grave e intensa, as mulheres com idade superior a 35 anos, e geralmente se manifesta quando a mulher já madura, e até então sozinha, (separada, solteira, tanto faz) inicia um relacionamento afetivo com um homem, e esse relacionamento começa a se tornar mais sério, dando a entender que está caminhando rumo a um tipo de relação formal.
Nessa fase, as mulheres que até então estavam sozinhas, (mas não podemos generalizar, pois por se tratar de uma síndrome, não são todas as mulheres que são vítimas da mesma, existem sim, pasmem, algumas que escapam) em geral, começam a sofrer de uma espécie de pânico de perder ESSE companheiro, o qual “quer estar com ela APESAR de sua idade”, passando quase que simultaneamente, ao acometimento por surtos de ciúme, mas um ciúme patológico mesmo:
Passam a monitorar cada passo do companheiro, aproveitam os momentos em que ele deixa seu celular ao seu alcance para fazer alguma outra coisa, para verificar as relações de chamadas feitas e recebidas, e, nessa “verificação”, números tidos como “suspeitos” são anotados para serem checados posteriormente; - ele ter Orkut? Jamais!!! Controlar os e-mails e o MSN dele já é muito trabalhoso...E todo esse quadro ainda pode ser terrivelmente agravado, se ele se tratar de um mentiroso crônico, e ela vir a descobrir essa falha de caráter dele... A mulher, tendo a Síndrome de Adams deflagrada, se transforma em quase uma sombra do homem, e, é claro que ele não aceita a situação de forma alguma, tendo então início, as desgastantes discussões e brigas que normalmente têm fim somente com o término do relacionamento.Muitas vezes, a depressão decorrente de um relacionamento rompido pela Síndrome de Adams, só é superada através de terapia ou psicanálise. De todos os casos que vi acontecer, sem exceção, as mulheres que se recuperaram da Síndrome de Adams através de ajuda profissional, terminaram o tratamento, literalmente abismadas, pela forma como confundiram o amor com o medo.
Medo sim, medo de rejeição e inadequação social, pois já eram mulheres maduras, que a sociedade fez acreditar que já estavam “velhas”, “com o prazo de validade vencido”, e se chegassem ao climatério, sozinhas em termos conjugais, seria porque se tratavam de portadoras de algum problema muito sério, exatamente como artigos que, numa linha de produção em série, são rejeitados ao passar pelo controle de qualidade. Então essas mulheres interiorizam que foram rejeitadas e por essa razão “sobraram”... 'Bull shit!'


Em pleno século XXI, com todos os avanços científicos ocorridos no estudo e análise da fisiologia da mente humana, bem como no comportamento da referida espécie, as mulheres AINDA são educadas e condicionadas para “arrumar” alguém, mesmo que esse alguém não preencha em absolutamente nada, suas expectativas, no que diz respeito a um ideal de parceiro, mas sim que lhes possibilite cumprir um protocolo social. Isso é um absurdo, pois nesses termos, não encontrando a pessoa que realmente seria seu “partner” ideal, só resta à mulher opções de insatisfação que a levam ao sofrimento por:


a) sentimento de incapacidade de “arrumar” um homem para cumprir o protocolo social de casar e ter filhos;
b) morrer por dentro por causa da “loucura” causada pela Síndrome de Adams;
c) se culpar por ter feito com que ele a deixasse por causa de sua falta de controle sobre a Síndrome de Adams;
d) se sentir inadequada, como sendo a única ímpar em um mundo que caminha aos pares;
e) desejar desesperadamente poder retroceder no tempo para deletar do roteiro de sua existência, o dia em que conheceu alguém tão inadequado e aceitou “isso” mesmo, por julgar ser tarde demais para encontrar “algo” melhor. Bem, resumindo, se a mulher não for capaz de raciocinar com clareza e se utilizar do discernimento, corre sérios riscos de se engajar em uma relação imprópria e inviável, com alguém que nada tem a ver com ela, pelo menos no que diz respeito a um par ideal, ou então, passar o resto de seus dias com uma pedra na mão, batendo-a no peito e recitando o “mea culpa”. Existem casos extremos, mas também existem pessoas criativas (ou nesse caso seriam otimistas?), além do que, nem sempre é a mulher que fica em apuros por causa da Síndrome de Adams.

Eu mesma conheço um homem, que num momento de intensa frustração causada pelo término de um relacionamento com uma mulher que ele adorava, mas que o assombrava insuportavelmente com sua Síndrome de Adams, acabou em um pretenso envolvimento com uma mulher TOTALMENTE fora dos padrões que ele buscava. Quando ele tentou romper a relação, ela causou tantos problemas que fez com que ele optasse por deixá-la acreditando que eles continuavam namorando, e se manter fora do alcance dela.
Hoje, ela está feliz da vida, acreditando ter um namorado que trabalha muito, mas muito mesmo, e por isso vive fora, em viagens de negócios, e, enquanto isso, ele vive sua vida de solteiro, uma vez que moram longe um do outro. Ele diz estar certo de que somente dessa forma ela vai perceber e aceitar naturalmente, que não existe mais nada entre eles, pois nas raríssimas ocasiões em que se vêem, e vão para algum barzinho, restaurante ou casa de parentes, (passeios a sós nem pensar), o carinho que ele dá a ela, se resume em deixar que ela pegue em sua mão, se esquivando das tentativas que ela faz de lhe arrancar outros carinhos. Eu pessoalmente acredito, e disse isso a ele, que se ele não tomar uma atitude, ela NUNCA vai perceber que não existe mais nada entre eles além da amizade, pois ELA ESTÁ ACOMETIDA PELA SÍNDROME DE ADAMS e vai precisar de ajuda profissional, para perceber a realidade, aceita-la e saber como se libertar do complexo de rejeição e inadequação.

Portanto minhas queridas e meus queridos leitores tomem muito cuidado antes de se envolverem em um relacionamento mais sério; procurem usar a razão e sufocar a emoção, para poder analisar se é esse o relacionamento que você almeja para sua vida, ou se você só está buscando preencher as expectativas de outras pessoas, e do próprio meio em que vive, correndo o risco de se frustrar posteriormente; porque a Síndrome de Adams é terrível! Quem já teve um chiclete grudado nos cabelos, ou no rosto quando fez uma bola e ela estourou, sabe bem do que estou falando. E o pior é que ainda não existe vacina para essa síndrome, portanto, muita cautela e muito critério na escolha, para poder ser realmente feliz!

Abreijões® da

Kika Krepski®









ARQUÉTIPOS, ESTEREÓTIPOS E ESTILOS

Gostaram do título? Acharam sugestivo? E também familiar? Bem, familiar estou certa de que todos acharam, afinal de contas são substantivos utilizados em larga escala nos dias de hoje. Só não tenho muita certeza, se todos aqueles que lerem este artigo ainda se lembrarão do significado de cada um deles, mas estou totalmente certa de que todos sabem que os três termos se referem, a como algo ou alguém parece ser, ou seja, que todos estão ligados à apresentação, representação e aspecto. Mas como já diziam antigamente, “aquilo que abunda não prejudica”, e para isso acho que vale a pena fazermos um “refresh” de cada um deles:


ARQUÉTIPO OU FIGURA ARQUETÍPICA: É um modelo, um padrão, um protótipo, um exemplar de seres criados, que o psicólogo e psicanalista Carl Gustav Jung, definiu como sendo imagens psíquicas do inconsciente coletivo, e que são patrimônio comum a toda a humanidade, passível de acesso, para que se faça uma obra material e/ou intelectual. Bons exemplos de figuras arquetípicas são o anjo e o demônio. Qualquer pessoa a quem perguntarmos saberá dizer o que um anjo e um demônio, e apesar de nunca tê-los visto pessoalmente e materializados, (assim espero) poderá descrevê-los com detalhes, os quais sofrerão variações insignificantes, se comparadas com descrições fornecidas por outras pessoas, às quais se questionou o mesmo. Na campanha publicitária do perfume Ange ou Demon, de Givanchy, foi utilizada a cor banca na representação da figura arquetípica do anjo, que aparece simbolizando a delicadeza, a beleza e a doçura da mulher, contratando com a cor negra, na representação do arquétipo do demônio, o qual evoca a volúpia, a sensualidade e a luxúria dessa mesma mulher. Já a Maison Dior, investiu na figura arquetípica de uma Cinderela moderna e sensual na campanha de lançamento do perfume Midnight Poison, onde a bela figura enverga um vestido de baile num tom de azul profundo, ou seja, criou-se o contraste entre na fantasia e o sonho (Cinderela), com o mistério e a sensualidade (azul profundo do vestido com cauda e muitas camadas de tecidos sobrepostas, ombros nus, cabelo negro, pela muito clara e batom vermelho intenso). Confiram nos respectivos vídeos publicitários:

http://www.youtube.com/watch?v=NPTswZP-Avc

http://www.youtube.com/watch?v=TRsEIiqSxoQ



ESTEREÓTIPO: é uma caracterização simbólica e esquemática de pessoas ou grupos, cujo comportamento se adaptas às expectativas e julgamentos sociais de rotina, quer dizer, é um conceito padronizado sobre pessoas, povos, raças, escolas de arte, ideologias “and so on”, que serve de base para a formação de preconceitos (pré + conceito = idéia previamente concebida, formada). Temos como exemplos comuns, os góticos, as Patricinhas e Mauricinhos, os Metaleiros, as Peruas (minha tribo), e por aí vai.


ESTILO: Este é um conceito com um enorme leque de ramificações, muito abrangente mesmo, envolvendo inúmeras áreas de nossas vidas. Mas, como aqui nosso foco é moda, estética, etiqueta e afins, vou me ater ao significado de estilo, dentro de nossa área, ou seja, estilo é um conjunto de caracteres formais, estéticos de alguma coisa, o conjunto dos gostos, da maneira de ser de alguém, maneira pessoal de se vestir, de se pentear de se comportar e por esse rumo segue. Resumindo, é a qualidade de alguém ou de alguma coisa, que apresenta características estéticas originais, as quais culminam por se transformar em ponto de referência.



Uma mulher pode adotar o estilo clássico romântico, dentro do qual sua característica pessoal predominante, seja o uso de taillers em tons pastel, o que a coloca dentro do estereótipo das “socialites”, e traz a tona a figura arquetípica da mulher bem-sucedida e independente.

Viram só como é simples? Não existe antagonismo no entrelaçamento dos três conceitos, que dessa forma se tornam uma obra única dentro de uma mesma tribo. Assim sendo, tudo o que se cria em moda, já estava pré-moldado de forma abstrata no inconsciente coletivo, faltando apenas se acessado e materializado. Embora pareça absurdamente simples, é justamente nessa etapa, que dois quesitos que não podem ser comprados, vendidos, alugados ou emprestados, nem tão pouco aprendidos, são fundamentais: Criatividade e Bom Gosto (é bom ressaltar que existem peças criativas de mal gosto, mas até elas, demandam criatividade para sua concretização). Bagagem cultural também é muito importante no mundo fashion, justamente para que o estilista seja capaz de determinar qual arquétipo e quer utilizar como inspiração, sob qual estereotipo ele vai molda-lo e a qual estilo ele vai pertencer. Porém, há que se demandar classe e atitude das modelos que vão desfilar os modelos de uma coleção, pois se elas não incorporarem o “espírito” da mesma, a mensagem do estilista pode se perder em algum ponto da passarela. E “aqui fora”, para nós, reles mortais, também, afirmo, reafirmo e confirmo a necessidade da classe e da atitude, não importando qual seja o seu estilo. Vá buscá-las lá no fundo, no âmago do seu ser, para que você possa fazer com que suas bijoux pareçam jóias em você, e não o contrário.



Afinal, muita coisa pode ser aprendida, como por exemplo as regras de etiqueta, mas classe e atitude são atributos que vêm de dentro de cada pessoa... E ainda bem que é assim, caso contrário, para ser chic bastaria estar bem vestida, penteada e maquiada, o que, como acabamos de ter uma prévia, não é em absoluto verdade.








Um super beijo carinhoso.

Kika Krepski®